Lateral-esquerdo com passagem pelo Glorioso entre 2017 e 2019, Gilson recordou seu tempo de clube se declarou no podcast da Botafogo TV. O ex-jogador mostrou orgulho e gratidão pelo período.
– Eu falo, cara, é um privilégio você estar em um clube grande, gigante, igual ao Botafogo. Quando você está em um clube gigante, vai ter cobrança, vai ter pressão. Você tem que saber lidar com isso. Claro que ninguém gosta de ser cobrado, de ser vaiado. Faz parte, o torcedor é emoção o tempo todo. Mas independentemente disso, algumas vezes eu fui vaiado, fui muito cobrado, só que eu sou muito grato pelo Botafogo. Sempre respeitei o torcedor. Sempre fui um cara muito dedicado, sempre treinei, graças a Deus, eu nunca tive uma lesão séria. Machucava muito pouco. Do Botafogo, eu só tenho lembranças boas. Fui muito feliz aqui. Tenho um carinho enorme e uma gratidão gigantesca pelo clube – destacou Gilson.
– Eu quero agradecer a todo torcedor botafoguense. Quero deixar bem claro que eu sempre respeitei o clube, vocês, torcedores. Eu fui muito feliz aqui no Botafogo. Eu tenho muita gratidão pelo clube. Muito respeito por todos vocês. E pode ter certeza que eu sou um botafoguense também, moro aqui no Rio de Janeiro, torço muito pelo Botafogo e vai ser assim até o último dia da minha vida – garantiu.
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Jogar no clube de Nilton Santos
– Com certeza, é um privilégio, uma realização de um sonho e muita responsabilidade, né, você chegar num clube que o seu maior ídolo é um lateral-esquerdo, que é a minha posição. O Nilton Santos é um ícone não só no Botafogo, mas no nosso futebol, no futebol brasileiro, é mundial. Eu sabia da importância que era jogar aqui no Botafogo e a dificuldade que seria também justamente por isso, por ter o Nilton Santos como o ídolo da torcida, do clube, fora outros laterais que passaram aqui também. Eu sabia muito que iria carregar essa importância, mas foi muito bom, eu sempre me dediquei, me doei muito, sempre trabalhei muito, procurei dar o meu melhor e fui feliz aqui no Botafogo.
Identificação com o Botafogo
– Com certeza. Primeiro, porque o Botafogo foi o clube que eu fiquei mais tempo. Foram três anos diretos. Eu tive outros clubes que eu passei, eu tive quatro passagens no América-MG, mas não foi em sequência igual aqui no Botafogo. O Botafogo marcou muito a minha vida. Fui muito feliz aqui no Botafogo. Fiz muitos amigos. Vivi momentos incríveis aqui. Consegui conquistar um título, participar de um título, diretamente também aqui participei do título. Fui muito feliz aqui e após a minha saída sempre torci pelo Botafogo. Sempre conversando com os amigos que ficaram, os funcionários, tem muitos funcionários que eu converso com eles ainda, que eram da minha época e ainda estão aqui. O Botafogo disparado é um dos clubes que eu mais me identifiquei. Eu tenho um carinho enorme.
Botafogo 2017
– Esse foi um dos melhores grupos que eu já trabalhei na minha carreira toda. Era um grupo muito unido, muito trabalhador, a gente se dedicava muito, havia muito respeito entre nós. Claro, todos queriam jogar, tinha disputa, normal do dia a dia, mas havia muito respeito, e o Jair Ventura comandava muito bem o vestiário, ele tinha o controle do grupo em mãos. E o Joel Carli, o nosso capitão, foi o melhor capitão com quem eu já trabalhei, é disparado. Nosso grupo deu liga, nós soubemos a jogar Libertadores, entender o que é Libertadores, tanto que nós pegamos a Libertadores, eliminamos grandes times que já haviam conquistado a Libertadores, e só faltou um título para nós. Esse grupo acho que merecia um título por tudo que fez, principalmente na Libertadores. Mesmo não conquistando esse título assim, foi um ano especial para nós.
Pênalti não marcado contra o Grêmio
– Eu fiquei muito indignado, porque eu iniciei a jogada, eu fiz a tabela com o Roger, o Roger ajeitou dentro da área para mim, e eu já fui convicto em finalizar no gol, já estava decidido. E o Edilson acabou tocando, eu passei pelo Edilson, ele acabou tocando a minha perna, eu perdi o equilíbrio, acabei caindo, e o juiz não marcou o pênalti. Eu fiquei muito indignado. Na verdade, eu falei muitas coisas ali, mas não poderia deixar o juiz escutar. Era um árbitro venezuelano naquele dia. Fiquei muito bravo. Foi nítido ali que foi pênalti, que eu fui tocado. Pelo que a gente vê hoje em dia nos jogos, tem muitos pênaltis marcados aí com menos contato. Se tivesse o VAR na época, com certeza seria pênalti. Eu até comentei no jogo de volta, foi para uma rádio lá de Porto Alegre, que na minha opinião o vencedor desse duelo entre nós e o Grêmio teria grandes chances de ser o campeão daquela edição da Libertadores. E foi o que aconteceu.
Título carioca em 2018
– Foi muito marcante. Assim, para vocês verem como é o futebol. Em 2017, nós tínhamos um elenco bem montado, bem encaixadinho. E nós, infelizmente, não conquistamos nenhum título, né? Nem o Carioca, nem a Copa do Brasil. Fomos bem na Copa do Brasil, semifinal de Copa do Brasil. E não conquistamos nenhum título. E em 2018, acabamos conquistando o Campeonato Carioca. Perdemos o primeiro jogo aqui, e aquele jogo no Maracanã, foi passando o tempo, a gente não conseguia marcar o gol. E eu lembro que eu entrei, se eu não me engano, acho que no intervalo que o Moisés estava jogando, acabou machucando o torcedor, o tornozelo. No minuto final, já não tem mais tática, não tem nada, ali é coração. Eu peguei a bola no meio-de-campo, a primeira coisa que eu fiz foi lançar na área. Rabello escorou, Kieza tocou, a bola sobrou no pé do Carli. E ele errou o chute, né? Graças a Deus que ele errou o chute. Eu tenho certeza, se ele acertasse o chute, ele não teria feito aquele gol. Ele errou o chute e acabou fazendo o gol. Quando ele fez o gol, todos nós já sabíamos que nós íamos ser campeões. Gatito avisou que ia pegar dois pênaltis e pegou.