Idolatria na Arábia, presentes ‘inusitados’, chegada ao Botafogo e opinião sobre torcida no Nilton Santos: Eduardo abre o jogo

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Por FogãoNET

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Eduardo, do Botafogo
YouTube/Glorioso Connection

Meio-campista de 33 anos, Eduardo chegou ao Botafogo em 2022 e correspondeu. Ídolo na Arábia Saudita, o jogador teve boas atuações no Alvinegro e se destacou, até sofrer uma lesão mais delicada na coxa, que o fez passar por cirurgia. Ele deu entrevista ao podcast “Glorioso Connection” e falou sobre diversos assuntos.

Entre eles, a idolatria que tem no mundo árabe, a chegada ao Botafogo e o técnico Luís Castro.

Leia abaixo alguns trechos:

História na Arábia

– Quando fui da França para a Arábia, o Al-Hilal estava em momento difícil, tinha tempo que não ganhava título. E é o maior clube da Ásia, tem muitos torcedores, é o Real Madrid da Ásia. Fizemos a pré-temporada na Áustria, ia ter uma final em Londres contra o rival, que estava bem, ganhando tudo. Logo no primeiro jogo fiz o gol do título e ganhamos de 1 a 0. Depois comecei a construir minha história, dez gols em dez jogos seguidos, dois títulos na primeira temporada, isso foi começando a marcar minha história lá. Foram cinco anos no Al-Hilal, conquistamos todos os títulos possíveis. Foi bacana. Teve um momento que me tornei o maior estrangeiro em número de gols, foi uma história muito bonita, cinco anos diferenciados.

Presentes

– Logo no primeiro jogo, chegou um príncipe, que foi assistir ao jogo em Londres, falou “se você fizer um gol, vou te dar 10 mil dólares”. Passou o jogo, fiz o gol do título, ele falou “bota mais um zero, vou te dar 100 mil dólares”. Nesse jogo já ganhei relógio, de outro príncipe, foi bizarro. Quando fomos campeões da Champions, o aeroporto privado estava lotado só de príncipes, a galera insana. Ganhei bastante coisa, carro, relógio, leões, um telefone de ouro…

Inspiração no futebol

– Riquelme é meu ídolo. O único no futebol que tiro o chapéu, paro no YouTube para ver vídeos dele, porque gosto muito mesmo.

Acerto com o Botafogo

– Estava acabando a temporada, eu estava um pouco cansado de lá, sete anos no mundo árabe, 13 anos fora, querendo voltar. Surgiu o convite do Botafogo, eu já estava acompanhando esse processo de SAF, torcendo pelo Luís Castro, tive outras propostas, pensei que seria bacana o Botafogo, a família da minha esposa também é daqui. Oramos, é o que Deus quer para nós, foi quando surgiu a oportunidade e fechamos rapidinho. O que demorou mais foi a liberação do clube árabe, mas pesou minha história legal no país, eles falavam “o que você quer mais? Dinheiro? Tempo de contrato?” Falei que era decisão minha, queria voltar ao Brasil. Foram uns dez dias meio que implorando para o pessoal liberar.

– O processo também do Botafogo ter virado SAF, não que eu não viria se fosse antes, mas é diferente a situação. Pesou também questão familiar. É pagar o preço. Foi juntando, já estava cansado também, tinha nome grande, responsabilidade era toda em cima de mim, era bem desgastante. Lá era treino, casa, casa, treino, não tinha vida normal. Tive outras situações, mas estava bem decidido quando chegou a situação do Botafogo. Foi muito rápido. Os outros clubes ligando, fazendo contato, mas orei mesmo e falei é aqui.

Futuro

– Tenho mais dois anos de contrato, depois não sei o que quero fazer, se continuar ou não. Não sei ainda. Fazemos nossos planos, mas a resposta final vem de Deus. O que for a vontade dele vou cumprir. Estou muito feliz no Botafogo.

Luís Castro

– É um treinador muito importante para mim e para todos os jogadores. Entende bastante. Vivenciamos isso no dia a dia. Chegaram oito jogadores nessa segunda janela, para introduzir na equipe principal não é uma coisa simples. O cara experimentando no meio da competição, não é simples. A próxima temporada vai ser melhor, já estamos mais encorpados, mais entrosados, entendendo mais a filosofia dele. Isso vai ajudar muito.

Expectativa de retorno após lesão

– Final de fevereiro, mas estou fazendo tudo para voltar antes. Fazendo uma correria, chegando arrebentado, se Deus quiser vou voltar antes.

Libertadores

– Tínhamos focado nisso, em Libertadores. Por mais que de fora falassem em Sul-Americana, internamente estávamos focados em Libertadores, ia ser legal. Se Deus quiser, ano que vem estamos lá.

torcida em casa e fora

– Todos os jogos fora de casa foram bizarros, a torcida ajudando. Não é porque joga fora que ganha e em casa perde. O Engenhão é muito grande, ficamos muito distantes da torcida. Se tivesse um estádio menor, ia fazer um caldeirão. Escutamos a torcida, mas não é aquela pressão de colocar 15 mil, 20 mil dentro de um caldeirão. Sentimos um pouco. Quando vamos fora, como no Maracanã, não escutávamos a torcida do Fluminense, só a do Botafogo. Foi até o final. Nós comentamos, falamos a torcida veio em peso, legal.

Fonte: Redação FogãoNET e Glorioso Connection

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