Ídolo do Flamengo, Júnior revela que quase jogou no Botafogo e recusou convite no fim da carreira: ‘Não seria ético’

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Por FogãoNET

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Júnior, ex-jogador do Flamengo, fala sobre o convite do Botafogo para atuar em 1993
Reprodução/YouTube

Ídolo do Flamengo e comentarista da TV Globo, Júnior revelou que em duas oportunidades quase atuou pelo Botafogo. A primeira vez foi ainda na base, quando costumava praticar mais o futebol de areia pelo famoso Juventus, na praia de Copacabana. O “Capacete” contou a história no programa “Samba que é Gol”, comandado pelo cantor e compositor botafoguense Leo Russo.

– O Neném Prancha (lendária figura do futebol carioca) era muito amigo do Tião, da Juventus (time de futebol de praia). Seu Neném me perguntou se eu queria treinar no Botafogo, e eu fui. Fiquei um bom tempo treinando. No primeiro dia, o treinador era o Joel Martins e ficou faltando um lateral-direito, eu fiquei treinando de lateral. Um dia falei com o seu Joel que eu jogava no meio-de-campo, mas tinha muita gente, aí saí e voltei para o futebol de praia. Anos depois vou para o Flamengo jogando no meio, o cara da lateral direita se machuca, eu joguei na lateral-direita e subi para o profissional jogando na lateral – contou Júnior.

A segunda oportunidade foi depois que encerrou a carreira, mas desta vez foi uma proposta “oficial”. Júnior é o jogador com mais partidas pelo Flamengo em toda a história (865 jogos) e, por isso, acabou declinando do convite.

– Eu já tinha parado para jogar e seu Orlando me chamou para almoçar. Ele era muito chegado à diretoria do Botafogo, colocou o cheque na mesa e me disse: “Aí, bota o valor”. Falei: “Não dá, como é que vou jogar no Botafogo? Minha história toda está ligada ao Flamengo, já parei de jogar”. Aí ele: “Seis meses só, bota o valor aí”. Mesmo ele sendo muito meu amigo, não seria ético da minha parte depois de passar minha carreira toda ali, até mesmo porque já estava na minha cabeça voltar para o futebol de areia – relembrou Júnior, que falou sobre sua relação com os rivais do Flamengo:

– Não tenho rejeição dos clubes rivais porque sempre respeitei todos. Esse respeito se mantém até hoje e isso me ajuda na função de comentarista. Não sou pago para torcer, mas pago para comentar. A imparcialidade de nós ex-jogadores têm que ser determinante para o trabalho ir para a frente.

Fonte: Redação FogãoNET

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