Jair Ventura nega que analogia do Everest foi para diminuir Botafogo: ‘Eu teria que ser muito fdp para falar mal do clube’

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Por FogãoNET

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Jair Ventura em Botafogo x Fluminense | Campeonato Carioca 2017
Vítor Silva/SSPress/Botafogo

Um tema recorrente nas entrevistas recentes de Jair Ventura, quando fala sobre o Botafogo, é sobre a polêmica frase do “Monte Everest”, que usou para dizer que o time não tinha obrigação de se classificar pela segunda vez consecutiva para a Libertadores, em 2017. O ex-treinador alvinegro voltou a falar sobre a analogia em entrevista ao canal “4-4-2 com Arthur Guedes” e negou crítica ao clube (veja o vídeo no fim da matéria).

– Essa situação do Everest foi no meio do ano praticamente, ficou mais pesada quando saí. Foi uma analogia que fiz para tirar o peso de um grupo desgastado, que começou pré-Libertadores em fevereiro e já estava com a pressão de ter que se classificar de novo. Isso entra no vestiário. Eu, como líder e chefe do grupo, tenho que blindar os jogadores. Só que eu poderia falar de outra maneira, sem fazer essa analogia. Acharam que eu diminuí o clube, tem diversas interpretações, mas minha cabeça é tranquila. Eu teria que ser muito filho da puta para falar mal de um clube que me formou. O meu pai trabalhou 13 anos no Botafogo, eu 10, cheguei como estagiário e saí como treinador com 99 jogos. Tenho carinho e gratidão gigante, é um clube que vou levar para o meu coração. Não só por ter me formado como treinador, mas como uma pessoa melhor em todos esses anos – explicou Jair.

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O treinador também comentou sobre o trabalho em 2017, em que o Botafogo chegou longe na Libertadores e na Copa do Brasil.

– Bateu a sinergia entre jogadores, comissão técnica, diretoria e torcida. Fomos um abraçando o outro, dávamos a vida em campo. Um jogador do Colo-Colo falou que nem parecia um time brasileiro, parecia argentino ou uruguaio, era muito aguerrido, competitivo, vendia cara todos os jogos. Sabíamos das nossas limitações. Eu só tinha um atacante no banco que era o Guilherme e tinha o Pimpão jogando, não podia jogar no 4-3-3 senão teria que colocar um zagueiro ou um volante se um dos dois cansassem. O cara que veio para ser a cereja do bolo, o jogador tecnicamente diferente, o Montillo machucou. Fomos levando dentro das nossas dificuldades e limitações, mas eu falava em jogar 120%. Mais uma vez coisas que só acontecem com o Botafogo, eliminamos cinco campeões na Libertadores. Muitos falam da arrancada de 2016, mas 2017 foi situação de confirmar, foram 73 jogos. Saí do Botafogo com 99 jogos – lembrou.

Assista ao vídeo abaixo:

Fonte: Redação FogãoNET e canal 4-4-2 com Arthur Guedes

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