John Textor se pronunciou na tarde desta quarta-feira (29/7) sobre a decisão da Justiça que o impediu de bloquear ações da SAF e que aceitou a inclusão do Botafogo social como parte interessada. O empresário norte-americano tem seu entendimento da questão.
Leia abaixo a declaração de Textor enviada por sua assessora de imprensa:
“Gostaria de esclarecer alguns pontos importantes sobre a decisão judicial proferida nesta data.
A decisão não representa uma autorização para a venda ou transferência das ações relacionadas à Botafogo SAF. A questão central permanece a mesma: o valor estabelecido no contrato de compra e venda das ações deveria ser pago em dinheiro, exclusivamente em dinheiro, e esse pagamento não foi realizado. Juridicamente, era meu direito exclusivo aguardar o pagamento em dinheiro, mas esse pagamento nunca ocorreu. Por essa razão, mantenho o entendimento de que continuo sendo o proprietário da participação de 90% na Botafogo SAF.
Ao contrário do que vem sendo divulgado, não estou buscando qualquer pagamento da Eagle. Estou defendendo meus direitos de propriedade por meio de medidas judiciais no Brasil, nos Estados Unidos e no Reino Unido. Não haverá um momento em que um tribunal reconheça que a Eagle cumpriu o contrato de aquisição, independentemente de eventuais interpretações ou informações apresentadas pelo clube associativo no sistema judicial do Rio de Janeiro.
A decisão proferida nesta fase do processo possui natureza exclusivamente processual e não representa uma decisão sobre o mérito da minha reivindicação. Minha equipe jurídica continuará adotando todas as medidas necessárias para proteger meus direitos sobre as ações.
Tenho confiança de que, ao final do processo, seja no Rio de Janeiro ou em Brasília, meus direitos contratuais serão reconhecidos e poderei novamente trazer títulos ao Botafogo, como legítimo proprietário do nosso Glorioso clube.”
Felipe Bresciani de Abreu Sampaio, advogado de John Textor, também se pronunciou.
“Considerando as diferentes interpretações feitas a respeito da decisão judicial proferida nesta data, é importante esclarecer o seu efetivo alcance.
A decisão não autoriza a Botafogo SAF, tampouco o clube associativo, a vender ou transferir as ações objeto da controvérsia. Essas ações pertencem à Eagle Bidco, sociedade constituída no Reino Unido.
A decisão limita-se a reconhecer a negativa de uma medida de indisponibilidade judicial sobre essas ações neste momento processual. Isso não representa autorização para a alienação das ações por quem não possui a titularidade dos ativos, nem uma definição definitiva sobre a propriedade dessas ações.
A discussão contratual e a controvérsia sobre a titularidade permanecem submetidas à análise judicial. Até que haja uma eventual rescisão do contrato, as ações permanecem registradas em nome da Eagle Bidco.
A defesa de John Textor apresentará os recursos cabíveis, buscando o reexame da matéria e a análise completa dos fundamentos jurídicos e das provas constantes dos autos.”