John Textor não crê ‘em tanta dificuldade em encontrar terreno’ para novo estádio do Botafogo, mas faz ressalva

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Por FogãoNET

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John Textor não crê ‘em tanta dificuldade em encontrar terreno’ para novo estádio do Botafogo, mas faz ressalva
Vitor Silva/Botafogo

John Textor tem a ideia de construir um novo estádio para o Botafogo, bem localizado e com a torcida mais próxima ao campo. O empresário americano não considera que o maior empecilho seja encontrar terrenos, mas fez a ressalva que é necessário conversar com políticos e entender o que a cidade precisa.

Há terreno, há terreno por todo o Rio. Tanto terreno não desenvolvido ou terreno que foi desenvolvido onde não há mais uso viável para a propriedade, terreno que pode ser aberto e utilizado. Eu não acho que vamos ter tanta dificuldade em encontrar terreno, eu acho que o que temos que fazer… Eu apenas encontrei pessoas pela primeira vez, não posso aparecer e me comportar como o gringo que conhece tudo e sabe exatamente o que a cidade precisa. Os legisladores locais e o governo têm sido muito amigáveis comigo, mas não encontrei muito deles ainda. Eu tenho que sentar e conversar sobre o que eles acreditam que a comunidade precisa. Mas, sim, como clube, para os nossos torcedores eu gostaria de um estádio, eu gostaria que nossos torcedores pudessem estar grudados no campo. Eu gostaria que fosse… Eu disse 25 mil (antes), mas acho que isso é muito pequeno. Eu acho que nossos torcedores podem encher um estádio muito maior. É muito mais sobre como é construído, onde está localizado, tem que ser mais acessível, ser seguro. Nós temos que trazer as crianças de volta. Com frequência é dito que somos um clube envelhecido. Então nós temos que nos reconectar com a população jovem. E muito disso acontece com a experiência de jogo no estádio. Mas eu acho que há terrenos, acho que tenho que conversar com os políticos locais. Acho que é importante termos essas grandes instalações como o Nilton Santos, que devem ser usadas por alguém, aquele bairro ainda precisa de algo, então estaremos por lá por um bom tempo. Vamos trazer alguns eventos, shows e outras atividades para lá. Mas estamos procurando por terreno desde já porque acreditamos que podemos construir uma experiência de longo prazo melhor. Nós também gostaríamos do Estádio, do CT, o clube social, o vôlei, as piscinas, nós gostaríamos que muito disso fosse perto um do outro para que o Botafogo possa realmente se fortalecer no futebol e no clube social também – explicou Textor, ao canal “Fala Fogão”.

O acionista da SAF do Botafogo também falou sobre o que pensa sobre levar mais público aos estádios. Ele deixou claro que prioriza o futebol, antes do entretenimento.

Olha, tem muita coisa sendo dita na imprensa sobre meu interesse pessoal em trazer entretenimento ao Botafogo, eu acho que isso é exagerado. Não acordo todo dia pensando nisso. Eu acordo todo dia pensando em futebol. Tipo, eu gasto meu tempo livre assistindo aos jogos. Na categoria de base, indo aos jogos. Frequentemente, era dito que eu assistia a 200, 250 jogos por ano in loco, isso era verdade há dois, três anos, quando era muito envolvido com base. E antes de me tornar dono de times profissionais. Agora vejo menos jogos in loco, mas vejo uma quantidade até maior de jogos em vídeo. Então eu quero deixar claro: eu realmente venho da tecnologia, eu realmente venho da tecnologia orientada ao entretenimento e apps de consumo. Um time de futebol precisa ser um time de futebol. Ele precisa vencer. Quando à experiência do entretenimento, sim, é importante dar aos torcedores uma razão para aparecer, porque se os torcedores aparecem eles apoiam o time, aquele barulho, aquela energia, aquela adrenalina, isso ajuda o time a vencer! Não é que eu não goste quando as pessoas dizem que vou trazer o entretenimento ao futebol porque eu pessoalmente começo pelo futebol. É como penso. O entretenimento em si é divertido, nós temos que encher a arquibancada. Nós temos, certo? Porque aquela energia não apenas canaliza para os jogadores, é também como vendemos o futebol brasileiro para o mundo. É difícil dizer ao mundo que o futebol brasileiro é importante se o estádio está vazio. Então isso é algo que temos que corrigir – complementou.

Fonte: Redação FogãoNET e Fala Fogão

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