Ex-controlador do Botafogo, John Textor divulgou uma posicionamento sobre a notícia de que ele propôs à Cork Gully LLP, administradora da Eagle Bidco, o perdão da dívida do Lyon com o Botafogo, de US$ 24 milhões (cerca de R$ 124 milhões na cotação atual), o que teria atrapalhado um acordo entre GDA Luma e a Cork Gully pela SAF.
– Gostaria de esclarecer um ponto importante. Essa informação não reflete os fatos. Em nenhum momento eu ofereci qualquer tipo de liberação para Michele Kang ou para o Lyon. Para deixar absolutamente claro, eu movi uma ação diretamente contra Michele Kang e o Olympique Lyonnais, portanto não faria sentido sugerir que eu abriria mão de quaisquer valores ou obrigações que justamente fazem parte de uma disputa judicial em andamento. Por essa razão, acredito que essa versão não representa com a precisão a realidade da situação. Gostaria apenas de fornecer esse esclarecimento para que você tenha todo o contexto relevante antes de tirar qualquer conclusão – disse Textor, em pronunciamento lido pelo jornalista Thiago Franklin no canal “Arena Alvinegra“, na noite desta segunda-feira (13/7).
Segundo Thiago Franklin informou mais cedo, a GDA Luma tinha tudo acertado com a Cork Gully, pagaria US$ 5,5 milhões referentes a custas com advogados e assinaria a compra das ações da SAF do Botafogo no último dia 3 de julho, mas Textor fez uma proposta oferecendo o perdão da dívida do Lyon, emperrando o acordo.
Com esse imbróglio, o Botafogo social acionou o “bônus de subscrição” previsto no contrato de acionistas, alegando que Textor não fez os aportes da forma correta. O associativo, com isso, tornou-se majoritário na SAF, com 51%, abrindo caminho para tornar a GDA Luma como nova controladora em breve.