John Textor se posicionou após a informação de que o Botafogo social ativou o “bônus de subscrição” para ficar com 51% da SAF. O associativo alega que o acordo foi rompido depois do empresário norte-americano fazer o que foi chamado de “aportes simulados”.
– Recebo essas informações com surpresa, mas também com absoluta tranquilidade. Sempre conduzi meus investimentos no Botafogo com responsabilidade, transparência e dentro da legalidade. Movimentações de saída de recursos estão sendo apresentadas de forma isolada, sem considerar as entradas significativas de caixa que ocorreram poucas semanas depois e que mais do que compensaram esses valores. A análise parcial dessas operações inevitavelmente produz uma narrativa distorcida da realidade – disse Textor, em declarações enviadas ao “UOL”.
– Esses fatos não são recentes. As operações ocorreram há mais de dois anos e eram de conhecimento dos órgãos de governança competentes naquele momento. Não pretendo transformar esse assunto em uma disputa de versões na imprensa. Tenho absoluta confiança na regularidade das operações realizadas durante minha gestão e na integridade de todos os atos praticados – completou.
A defesa de John Textor não descartou levar o caso para a Justiça para o âmbito que for adequado. Felipe de Abreu Sampaio, advogado do norte-americano, também se pronunciou.
– As operações mencionadas não são recentes nem desconhecidas. Foram realizadas há mais de dois anos, dentro da estrutura de governança da companhia. Uma avaliação baseada apenas em movimentações financeiras isoladas, sem considerar o contexto completo das operações, não reflete adequadamente a realidade dos fatos. [Trata-se de] uma tentativa inadequada de trazer novamente à tona movimentações antigas, já conhecidas à época, para lhes atribuir um significado que elas nunca tiveram – afirmou Sampaio.