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John Textor revela intenção de investir na Alemanha: ‘Sou torcedor do Eintracht Frankfurt’

Por: FogãoNET

- Atualizado em

John Textor, presidente da SAF Botafogo
Reprodução/ARD

Envolvido em um imbróglio com Ares, Lyon e o próprio Botafogo associativo, John Textor foi um dos personagens da série “Por dentro do Futebol – Quem compra o jogo?”, da TV pública alemã “ARD”. No segundo episódio, o empresário norte-americano revela a intenção de investir no futebol alemão, citando em especial o Eintracht Frankfurt.

Sou torcedor do Eintracht Frankfurt. Afinal, a Rua Textor fica bem no coração de Sachsenhausen [bairro tradicional de Frankfurt]. E foi por isso que contratei Oliver Glasner [para o Crystal Palace] depois de vê-lo ganhar a Liga Europa com o Frankfurt. Sou exatamente o tipo de pessoa apaixonada que gostaria de investir na Alemanha. E, aliás, sou alemão. Eu não falo o idioma, mas meu pai disse: “Você é alemão”. Então, sou alemão – brinca Textor.

O documentário faz uma entrevista com John Textor de sua residência, na Flórida (EUA), e traz imagens do empresário acompanhando a estreia do Botafogo no Campeonato Brasileiro, contra o Cruzeiro. Por isso, é possível deduzir que as declarações de Textor foram dadas mais ou menos naquele período, no fim de janeiro.

A história de John Textor é destacada na série como um exemplo do sistema multiclubes. O empresário faz uma defesa do modelo, que acabou ruindo na própria Eagle Football com a briga na Ares e o processo movido pelo Botafogo contra o Lyon na Justiça brasileira.

O resto do mundo está rindo de mim, mas, além de todo esse ruído, precisamos administrar um negócio sólido, com clubes que cooperem entre si. Uma grande parte dos clubes em todo o mundo são geridos desta forma, e devemos acolher essa prática. O futebol é a maneira mais rápida de alcançar um bilhão de torcedores apaixonados. Já movimentamos mais jogadores dentro da nossa rede do que qualquer outra estrutura multiclubes no mundo. E é exatamente isso que nos tornou bem sucedidos. Conseguimos encontrar rapidamente o lugar certo para cada jogador, mesmo que ele não se encaixe no sistema de outro clube. Isso ajuda os jogadores e otimiza nossos elencos. Foi assim que conquistamos títulos e chegamos à Liga Europa em todos os lugares por onde passamos – disse Textor.

O empresário norte-americano teve de vender o Crystal Palace para tentar deixar o clube na Liga Europa – o que acabou não acontecendo, já que os londrinos foram “rebaixados” para a Conference League devido ao Lyon também ter se classificado e fazer parte da holding. Ele já disse buscar um outro clube na Inglaterra, mesmo na segunda divisão, e falou até mesmo na Espanha.

Agora que vendemos o Crystal Palace, precisamos diminuir estrategicamente essa diferença na Inglaterra. Por exemplo, na Championship, onde existem oportunidades reais com bom custo-benefício, clubes podem ser comprados por preços relativamente baixos lá, e acreditamos que temos os jogadores necessários para conseguir o acesso. Ou talvez surja uma opção acessível na Premier League, embora eu não saiba se tal coisa realmente existe. Isso possibilita recrutar jogadores com sucesso. Ao mesmo tempo, estamos abertos a uma mudança para La Liga. O espanhol é minha língua nativa e eu mesmo abordo os jogadores para convencê-los. É por isso que sou conhecido. Então, sento-me à mesa com a mãe de um jovem jogador. E quando lhe digo que o filho vai para a Inglaterra, perto do Real Madrid, torna-se uma situação mais simples [de convencimento]. E é assim que funciona. O modelo funciona – afirma.

Briga de Textor no futebol francês

John Textor também fala na série sobre a briga que teve de encarar na DNCG, órgão regulador da França. O empresário acabou se afastando do dia a dia do Lyon para evitar que o clube fosse punido, inclusive com ameaça de rebaixamento.

Para alguém como eu, que vem de um sistema de livre mercado, a regulamentação é extremamente difícil de entender. Na França, estou sentado na DNCG diante de 18 voluntários que querem me dizer como administrar meu negócio. Sinceramente, não entendo esse sistema. Cresci nos EUA com uma mentalidade completamente diferente. A ideia de o governo interferir nas decisões empresariais simplesmente não funciona para nós. Isso me incomodava. Resisti e busquei o conflito. Mas um reformador americano em Paris, provavelmente não é o tipo de filme que alguém gostaria de ver – disse Textor.

A mensagem transmitida perante um amplo painel presidido pela DNCG foi clara: John, você deve respeitar os nossos procedimentos aqui na França. Acho que isso deixa claro o que aconteceu. Não lidei bem com a situação, e por isso renunciei à presidência e entreguei o assunto a um sócio muito mais alinhado politicamente, que agora está assumindo o controle. Mas não acho que algo assim deva acontecer no futebol. Precisamos retomar a cooperação entre nossos clubes, que foi interrompida na França. Tenho a impressão de que estão tentando regular o modelo de múltiplos clubes indiretamente – completou.

Fonte: Redação FogãoNET

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