Luís Castro admite dificuldades ‘além do que esperava’, mas confia no processo: ‘Botafogo tem todas as condições para crescer e lutar por coisas maiores’

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Por FogãoNET

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Luís Castro admite dificuldades ‘além do que esperava’, mas confia no processo: ‘Botafogo tem todas as condições para crescer e lutar por coisas maiores’
Vitor Silva/Botafogo

No seu estilo sincero e sem meias-palavras, Luís Castro concedeu entrevista para o jornal “Record”, de Portugal, publicada nesta terça-feira. Ao mesmo tempo em que pontuou as dificuldades no Botafogo, o treinador se mostrou confiante em um futuro promissor para o Glorioso.

São de domínio público as dificuldades em que o Botafogo se encontrava e se encontra. Em seis meses, poucas coisas foram resolvidas. Para o clube caminhar em direção a um patamar de sucesso há muitas etapas a ultrapassar. O clube não tem um centro de treinos, tem uma academia espalhada por vários locais. Tem um problema de organização. Isso provoca dificuldades no dia a dia para que os jogadores de qualidade consigam evoluir nos escalões de base – citou Luís Castro.

Elas (as dificuldades) foram muito além do que esperava. Não pensava que não teria um campo para treinar. Só para exemplificar. Os jogadores equipam-se, há duas semanas a esta parte, num balneário. Não tínhamos um balneário comum, tinham de equipar-se de forma separada até então – acrescentou.

O treinador também lembrou que os reforços chegaram ao longo da temporada, com níveis físicos diferentes, e remontagem da equipe. Mas destacou lados positivos.

– Tivemos muitas pessoas que nos apoiaram no dia a dia e que perceberam as dificuldades e nos estão a ajudar a colocar o Botafogo no caminho certo. Nos últimos cinco jogos somos a sexta equipe com mais pontos no Brasileirão. Nos últimos nove jogos perdemos duas vezes por um a zero. Podíamos ter feito melhor, ter vencido os jogos todos? Sim, mas nunca voltamos as costas ao trabalho. Nunca saímos de um estádio a pensar que podíamos ter dado mais em termos físicos. Entrega nunca nos faltou – contou Luís Castro, que também elogiou John Textor.

John Textor tem sido importante, tem dado muito apoio à equipe de futebol e ao Botafogo. Tem estado diretamente ao lado da equipe. Tem confiado no trabalho diário de todos. Tem consciência clara das dificuldades que temos. Confio muito nele, pois demonstra acreditar muito em mim e essa confiança me dá muito conforto nos momentos difíceis – acrescentou.

Luís Castro acredita que o Botafogo está no caminho certo, mas ainda tem bastante a percorrer.

– Vamos por partes. A torcida está no direito de entender que, perante a entrada de jogadores, temos que melhorar os resultados. Penso exatamente como os nossos adeptos. Ou seja, a entrada de jogadores levará à melhoria de resultados. Depois, John Textor me disse que o clube evoluísse e pudesse no futuro atingir títulos. Uma reconstrução na base do clube, uma reconstrução da equipe com a vinda de muitos reforços. A construção de um centro de treinos que servisse às exigências de uma equipe que quer chegar ao topo no Brasil. Foi com tudo isso na cabeça que optei pelo Botafogo – disse.

O técnico português confia no processo em andamento.

– Não envio recados, nem faço promessas. O que posso oferecer é o que penso para o futuro do Botafogo. Não quero prometer nada. Quero viver em paz, quero ter o adepto como parte integrante da “família Botafogo”. Sei que um dia irei partir do clube, sairei do Brasil, sairei da “família Botafogo”, mas o adepto, esse nunca sairá. O que eu mais quero é todos juntos possamos formar uma grande família, fazer crescer o clube a cada momento. Tenho a consciência do que vou dizer. O Botafogo tem todas as condições para crescer e ser uma equipe que lute por coisas cada vez maiores no futebol brasileiro. A união será fundamental para que isso aconteça – garantiu.

– Não consigo expressar através de palavras a emoção que tive ao chegar ao clube. Não consigo expressar o que senti quando vim representar uma equipe onde jogadores Garrincha, Didi e Zagallo, entre tantos nomes. Para mim, é uma honra, um prazer e um privilégio de pertencer a esta família, à “família Botafogo” – concluiu.

Fonte: Redação FogãoNET e Record

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