Luís Castro, do Botafogo, explica critérios para escolher capitão e opina sobre atitude de Thiago Silva

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Por FogãoNET

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Luís Castro, técnico do Botafogo, no SporTV
Reprodução/SporTV

Treinador do Botafogo, Luís Castro está comentando a Copa do Mundo no programa “Seleção Catar”, do SporTV. O português explicou quais seus critérios na escolha de um capitão para sua equipe, quando o tema era Thiago Silva ter sido designado na Seleção Brasileira.

– Quando chegamos aos clubes, temos que perceber os contextos que nos inserimos e o que acontece culturalmente no clube. Não chego impondo meu capitão. Entendendo o que está institucionalizado lá dentro, normalmente estou de acordo. Se depois houver algum ato que me desagrade, retiro de capitão, como já aconteceu. Ou inseri novos capitães. Normalmente o perfil do capitão que gosto é um que sinta a derrota, mas não manifeste a tristeza interior, que se comporte como o treinador, com perspectiva de otimismo, de olhar para a próxima partida pensando em ganhar, com confiança. Gosto de capitão que se comunique bem dentro de campo e se faça ouvir dentro de campo. Muitas vezes ele consegue reunir dois ou três jogadores e dar as diretrizes. Acho que há momentos, mesmo ao intervalo, de capitães tomarem conta, por três ou quatro minutos, não é só a reunião técnica. É um elemento fundamental dentro da equipe, com abrangência grande, de comunicação social ligação ao treinador, aos atletas e administração. Tem que ter o perfil de grande comunicador – pontuou Luís Castro.

O técnico alvinegro foi perguntado ainda sobre a atitude de Thiago Silva na Copa do Mundo de 2014, em que foi filmado chorando antes da disputa de pênaltis contra o Chile.

– O verdadeiro líder não é aquele que não cai, é aquele que cai e se levanta rapidamente com seus colegas. Olhar e pensar no capitão como uma máquina é inconcebível, muito cruel. Tem direito de chorar, não está é no direito de passar horas, um dia chorando, e não se levantar. Uma palavra fundamental é o respeito. Líder tem que respeitar e ser respeitado. Quero não deixar dúvidas que Thiago Silva tem direito de sentar na bola e chorar. Tem esse direito. Mas como capitão tem que se levantar e levar a equipe com ele. Esses são os grandes líderes, não os que não choram nunca. O líder tem direito de chorar, porque é um ser humano – completou.

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