Luís Castro explica mudança na forma de jogar do Botafogo: ‘Temos que olhar o contexto e perceber o que temos em mão’

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Por FogãoNET

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Luís Castro explica mudança na forma de jogar do Botafogo: ‘Temos que olhar o contexto e perceber o que temos em mão’
Vitor Silva/Botafogo

Luís Castro mudou o Botafogo para os jogos com São Paulo e Internacional, adotou esquema com três zagueiros, deu oportunidade a jogadores como Joel Carli, Kayque e Piazon, e teve resultados. Duas vitórias. Apesar de frisar que as duas partidas foram bem diferentes, o treinador português admitiu nesta sexta-feira (24/6) que fez uma alteração na forma de jogar.

– Há várias considerações que poderia fazer. Há duas vitórias distintas após quatro derrotas distintas. Levaria muito tempo. As vitórias não têm nada a ver, uma no 5-4-1, outra no 4-4-1, uma com igualdade numérica, outra com o adversário com domínio numérico, feita com 26 minutos de tempo extra. Acréscimos em cima dos acréscimos. Houve realmente uma pequena inversão. Sempre disse que não abdicamos dos nossos princípios e ideias. Nós treinadores temos que olhar o contexto e perceber o que temos em mão para ratificar caminhos, sem abdicar do que acho que deve ser o jogo, jogo triangulado, que cheguemos juntos à frente e defendamos juntos. Entendemos que ao fim de dois meses de trabalho deveríamos mudar um pouco nosso posicionamento em campo, sistema e dinâmica do sistema. Foi feito, mais conseguido em um jogo. Vão continuar a nos acontecer derrotas e vitórias, porque não só de alguns, são de todos. Não há nenhum time imune. Vou aproveitar espaços das outras equipes e quisemos retirar espaços que estávamos dando. Estamos percorrendo esse caminho. O Botafogo não teve pré-temporada com Luís Castro, quero lembrar – frisou, em entrevista coletiva.

O técnico também comentou sobre a semana cheia de trabalho, dificultada pela quantidade de lesões e suspensões.

– Uma semana difícil, com muitos problemas, que veio na sequência de uma invasão, recepção no aeroporto, começo de jogo com o Inter cheio de problemas, jogo de complexidade enorme para jogadores e treinadores. Com tudo isso que nos foi acontecendo foi fundamental percebermos para onde queremos ir, que caminho queremos percorrer, a forma que (os jogadores) devem estar no futebol e não se deixar perturbar pelo conjunto de emoções. É saber o que quer a cada dia e a cada treino – explicou, antes de falar do clássico.

– Enfrentar o Fluminense e as ideias do Fernando (Diniz) sem abdicar das nossas é um desafio, vamos por em prática e esperamos ter sucesso. Vamos continuar a fazer o que temos feito. Não vamos inverter caminhos em funções dos adversários, apenas ajustamos. O último jogo não pode ser referência, só de equipe que quer muito e não desiste do jogo, tem identidade construída ao longo de anos e tem alguma coisa nossa. Sobre os jogadores disponíveis, está difícil, muito complicado, mas sabemos o que é o jogo. Vamos ver com quem contamos, fazer adaptações, ajustar sistema tático para o jogo. Tem sido dia a dia que os problemas têm aparecido – contou.

Veja o vídeo da Botafogo TV:

Fonte: Redação FogãoNET

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