Luís Castro on fire! Técnico do Botafogo dá respostas diretas sobre pressão em Paulo Sousa, do Flamengo, e não uso de Matheus Nascimento no jogo

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Por FogãoNET

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Luís Castro em Botafogo x Fortaleza | Campeonato Brasileiro 2022
Reprodução/Botafogo TV

As entrevistas coletivas de Luís Castro são definitivamente imperdíveis. Depois da vitória sobre o Fortaleza por 3 a 1 neste domingo, o técnico do Botafogo foi direto e reto especialmente em duas perguntas feitas pelos jornalistas. Educado como sempre, o português não gostou de ser questionado sobre se a pressão sobre Paulo Sousa, seu compatriota técnico do Flamengo, o afetava, depois que o ambiente no rival ficou abalado com uma entrevista do também lusitano Jorge Jesus.

Eu falar do Paulo e do Jorge? O problema é entre eles. Eu não falo da vida de ninguém. Eu vou falar da minha vida. Eu falar da vida dos outros? Você não vai me arrancar nenhuma palavra sobre a vida do que fazem, e tal. Sabe uma coisa que aprendi no futebol? Só tenho que me preocupar com o que eu domino. A única coisa que eu domino é o treino é o jogo, que é da minha responsabilidade. Para além disso, nem quero saber. Cada um faça seu caminho. Grande abraço ao Paulo, ao Jorge, ao Vítor, a todos os treinadores, mas eu falar sobre eles? O que eu posso falar é, quando acontecerem as críticas sobre mim, o que posso fazer é refletir sobre as críticas e depois da reflexão perceber o que fazer da minha vida. Se após a reflexão eu devo falar com a administração e dizer adeus, faço. Se, após analisar as críticas, eu achar que posso continuar a lutar… Eu comecei minha carreira na Quarta Divisão, e sei como cheguei aqui. Quando comecei a minha carreira na Quarta Divisão, minha meta era chegar à Champions. Depois, consegui os objetivos, como trabalhar no seu país. Preocupar-me com outras coisas, jamais. É para isso que me pagam: para analisar o que se passa com a minha equipe – respondeu Luís Castro.

Em outro momento da entrevista, um jornalista perguntou sobre a decisão do treinador de colocar Vinicius Lopes na frente ao invés de utilizar Matheus Nascimento junto com Erison, quando o placar ainda estava 1 a 1 e o Botafogo tinha um jogador a mais.

Está dizendo que a torcida não esperava? Pode ter certeza que a torcida confia muito em quem está aqui e que espera tudo de nós. Onde você colocaria o Matheus? Diga-me! Aonde? Juntamente com Erison? E o meio, me diga como fica o meio? Não vamos passar à frente. Estou aqui para te esclarecer as dúvidas. São questões pré instituídas no futebol. Está perdendo, coloca um 9. Está ganhando, coloca um zagueiro. E o jogo está pedindo outras coisas às vezes. Colocamos o Matheus e ficamos com quatro à frente, quem serve esses homens? Chay e Patrick de Paula? Tira o Oyama? Fica só o jogo exterior, não fica o jogo interior. Mas tinha espaço para jogar no jogo interior, ganhamos a falta no jogo interior. Há muitas questões pré instituídas no futebol: “coloca um atacante, seu burro!” Umas vezes vou ser burro. Sabe quando? Se fizer isso e não ganhar o jogo. Já era um burro porque não coloquei o Matheus Nascimento. Você me ouviu agora porque ganhamos o jogo, mas se tivéssemos perdido ninguém teria me ouvido com certeza – afirmou Castro.

Fonte: Redação FogãoNET

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