Mário Bittencourt se incomoda com termo ‘tapetão’ e comete erros ao tentar justificar ‘viradas de mesa’: ‘Fluminense acabou se beneficiando para salvar Corinthians, Athletico-PR e Botafogo’ (?!)

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Por FogãoNET

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Mário Bittencourt, presidente do Fluminense
YouTube/Mundo GV

Presidente do Fluminense, Mário Bittencourt deu entrevista ao canal do ex-goleiro Getúlio Vargas e falou sobre a fama que ficou sobre o clube de viradas de mesa no futebol brasileiro. Ele primeiro explicou o caso de 2013, em que o Tricolor terminou a competição na zona de rebaixamento, mas quem caiu foi a Portuguesa, por conta de uma escalação irregular do jogador Héverton.

Atuei em 2013, que foi erro da Portuguesa e do Flamengo. Em 1999 não, eu ainda estava começando no jurídico do clube. É muito importante pontuar primeiro que a palavra tapetão me incomoda porque a Justiça Desportiva faz parte do regulamento da competição, para que seja lícita. Ele julga justamente os problemas que possam acontecer. Estamos vivendo um problema agora aí no Brasil que certamente esses atletas serão julgados. É tapetão? Se vier a punir atletas que cometeram ilicitudes é tapetão? O esporte tem uma coisa que para o resultado ser real e verdadeiro se precisa cumprir regra, que são julgadas pelo tribunal, que estranhamente alguns caras de imprensa chamam de tapetão. O maior absurdo dessa discussão é que os jogadores de Portuguesa e Flamengo foram julgados, punidos e não poderiam entrar em campo. Descumpriram. Como o Fluminense foi ao tapetão? Buscou seus direitos no regulamento – argumentou.

O dirigente tentou justificar o Fluminense não ter jogado a Série B em anos que deveria ter atuado, como 1997 e 2000. E cometeu erros feios para tentar colocar 1999 na conta do Botafogo.

– O Fluminense foi rebaixado em 1996, a virada de mesa não foi por causa do Fluminense, foi escândalo de arbitragem, caso Ivens Mendes. Para não rebaixar Corinthians e Athletico-PR, trouxeram de volta Fluminense e Bahia. Em 1999 que ganhamos a Terceira, teríamos que disputar a Segunda e fomos para a Primeira, é por causa do Sandro Hiroshi. Deveria ser rebaixado o Botafogo. Jogou um jogo com o São Paulo no Morumbi, perdeu por 6 a 1, descobriram que Sandro Hiroshi era gato (Nota da Redação FN: primeiro erro do dirigente é que a punição não foi pela adulteração na idade, mas por escalação irregular do jogador, devido a uma negociação com o Tocantinópolis que bloqueou o passe. Ou seja, uma contradição do presidente tricolor, que na declaração anterior defendera a Justiça Desportiva).

– O que previa a legislação esportiva? Que quando escala jogador em condições irregulares tira os pontos de quem venceu, mas não reverte para quem perdeu (Nota da Redação FN: outro erro grosseiro de Mário Bittencourt. No mesmo ano, na Série C, o Fluminense ganhou na Justiça Desportiva os pontos dos jogos contra São Raimundo e Analopolina, como relembra reportagem do “GE”).

– O STJD tirou e entregou ao Botafogo, que ganhou os três pontos e permaneceu na Primeira Divisão. O Gama é rebaixado por causa dessa decisão, vai à Justiça Comum, o campeonato só poderia ser realizado com o Gama na Primeira Divisão. A CBF abre mão de fazer competição do ano de 2000, e os clubes resolvem fazer a Copa João Havelange. Dividem em módulos A, B, C e D. Era modelo idêntico ao da Copa União. Aí o Fluminense estaria no módulo B, porém os clubes do módulo A pediram que o Fluminense fosse para o A, porque poderia se beneficiar se jogasse o B. Olha as atrocidades que acontecem no futebol brasileiro. Ninguém imaginava São Caetano na final, vai para Libertadores, como tirariam do campeonato de 2001? Aí aumentaram o número de clubes.

Em nenhum dos casos o Fluminense é responsável direto, acabou se beneficiando em 1996 para salvar Corinthians e Athletico-PR e em 1999 para salvar o Botafogo. Mesmo caso de 1986, quando salvaram o Botafogo e destruíram o América. Fizeram Copa União e jogaram o América para módulo inferir. As pessoas não gostam de contar essa história, porque resolvem usar uma coisa positiva, o Fluminense ter os melhores departamentos jurídicos, único clube grande que nunca perdeu mando de campo e um dos únicos que nunca perdeu ponto por escalação irregular de jogador. Essa qualidade de olhar os regulamentos as pessoas falam de forma jocosa – reclamou.

Vale citar ainda que São Paulo x Botafogo, da escalação irregular, foi logo na terceira rodada do Campeonato Brasileiro de 1999, não após o fim da competição, e que o Internacional também ganhou pontos por causa de Sandro Hiroshi.

O Botafogo terminou o torneio em 14º, entre 22 participantes, e só corria risco de cair porque na época era considerada a média de pontuação dos últimos anos. Ainda assim, escapou na última rodada dentro de campo, ao vencer o Guarani por 1 a 0 no Maracanã, com gol de Reidner.

Fonte: Redação FogãoNET e canal Mundo GV

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