Presidente do Botafogo associativo, João Paulo Magalhães Lins falou e minimizou o anúncio de que a SAF do clube está à venda publicado pela administradora judicial da Eagle no “Financial Times”, da Inglaterra. O dirigente concedeu entrevista nesta terça-feira (14/4) ao programa “Prime Time“, da “CNN“.
– Temos acompanhado atentamente essa briga internacional entre os sócios da Eagle Holdings, a companhia que é acionista do Botafogo. Obviamente é extremamente desagradável você estar nos classificados da Inglaterra, “vendo aqui um carro e vendo aqui o Botafogo, o Lyon.” É uma situação muito chata, mas é parte de um rito que o administrador judicial indicado pela Justiça inglesa tem que fazer para colocar os ativos “na rua”, para tentar ter ofertas sobre os ativos e tentar pagar os credores da melhor maneira – explicou.
João Paulo afirmou que tem mantido contato constante com John Textor e os demais envolvidos na disputa societária da SAF.
– Temos mantido diálogo com todas as partes envolvidas, o dono da SAF do Botafogo, John Textor, com seus sócios, os administradores. Estamos falando para tentar entender, já que somos os minoritários e estamos nos deparando com toda essa situação nova, a melhor forma de se portar para a gente garantir a proteção do Botafogo, acima de tudo sempre – disse o presidente, que teve de responder se existe o risco do clube acabar:
– Meu dever é proteger o Botafogo da melhor maneira. Estamos mantendo conversas com o John Textor regularmente. Tem risco de algumas coisas acontecerem. Risco do Botafogo acabar não existe, isso não é caso nem da gente falar isso. O Botafogo é imortal.
João Paulo também opinou sobre o que fez o Botafogo acabar entrando numa grave crise financeira sob a gestão John Textor.
– O Textor é uma pessoa que fez muito pelo Botafogo. Já tive essa conversa com ele, acho que ele fez uma decisão errada em algum momento de comprar o Lyon, isso gerou um buraco de caixa na empresa dele. Foi uma pena. Virou uma bola de neve e nos atingiu – finalizou.