Em primeira coletiva como acionista do Lyon, John Textor cutuca PSG e cita Botafogo: ‘Tentamos criar uma família entre nossos clubes’

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Por FogãoNET

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John Textor e Jean-Michel Aulas no Lyon
Olympique Lyonnais/YouTube

John Textor concedeu nesta terça-feira (21/6) na França sua primeira entrevista coletiva como novo acionista majoritário do Lyon. O empresário, dono da SAF do Botafogo, adquiriu 66,5% do clube francês e citou o Glorioso na conversa com os jornalistas.

Nós tentamos criar uma família entre os nossos clubes. Que trabalham juntos. Organicamente, nossos torcedores entendem isso. Isso foi uma coisa muito legal quando compramos o Botafogo. É totalmente distinto do meu investimento no Crystal Palace, mas os torcedores do Rio de Janeiro começaram a se conectar com os de Londres, começaram a trocar culturas, camisas, não competem com os outros. Redes sociais são muito boas para isso. Agora eu vejo pessoas com a camisa do Crystal Palace no Estádio Nilton Santos e vejo camisas do Botafogo nos pubs em Londres. E eles se chamam de irmãos. E há menos de 24 horas já fazem isso com o Lyon – afirmou Textor, que deu uma alfinetada no rival PSG:

Não gosto de projetos como o PSG. Se continuarmos a fazer o que Jean-Michel Aulas (CEO do Lyon) vem fazendo há alguns anos e levarmos entretenimento e tecnologia para isso, poderemos ganhar mais dinheiro do que com um investidor do Catar.

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Eu acho que o futebol foi quebrado pelo dinheiro. É uma realidade. Em cada parte do mundo temos no máximo dois ou três times fortes. E o resto? Qual a graça disso? Acho que o dinheiro é importante. Teremos que gastar. Mas o que eu gosto no futebol é a comunidade vivendo isso – disse Textor.

Em outro momento da entrevista, quando foi perguntado o que o torcedor do Lyon poderia esperar após sua aquisição, Textor relembrou uma declaração “idiota” quando chegou ao Botafogo.

Acho que minha primeira sugestão para o time masculino do Lyon é começar a assistir ao feminino imediatamente. Brincadeira (risos). Eu falei uma besteira quando compramos o Botafogo, no Brasil. O time estava na segunda divisão. Consideráveis dificuldades nos últimos anos. O time não ganhava nada há décadas. Eu disse que queria atropelar o Flamengo posteriormente. O que foi uma coisa idiota de se dizer. Porque todos ficaram com muita expectativa de batê-los no próximo confronto. Eu acredito em sonhar com os olhos abertos – falou Textor, falando também sobre as SAFs no futebol brasileiro:

No Brasil, acho que fui um dos primeiros a comprar SAF. O Ronaldo, no Cruzeiro. 777 Partners, no Vasco da Gama. Talvez o Manchester City compre algum clube. O capital está chegando ao Brasil, que é um dos principais criadores de talentos do mundo. As pessoas no Botafogo esperam essa troca de experiências. Jogadores fazendo os dois caminhos, vindo da Europa para o Brasil e do Brasil para a Europa. Nos próximos anos, espero que o Botafogo seja reconhecido como o melhor formador de jogadores do Brasil.

Fonte: Redação FogãoNET e GE

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