Psicólogo revela mudança de mentalidade no clube pós-John Textor e diz: ‘Quero que adversários tenham medo de jogar contra o Botafogo’

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Por FogãoNET

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Paulo Ribeiro, psicólogo do Botafogo
YouTube/Storicast

O Botafogo em 2022 é um novo clube. Desde que se tornou SAF, com a liderança do empresário americano John Textor, o Alvinegro tem se posicionado de forma diferente em diversas áreas. Não é por acaso. Em entrevista ao “Storicast”, o psicólogo Paulo Ribeiro comentou o novo momento.

– A diferença é total. Hoje não tem nenhum diretor amador circulando no futebol. Eles existem, mas estão só no clube, não no futebol. O John Textor tem seu homem de confiança, que é o André Mazzuco, diretor-executivo de futebol. André tem o gerente que trabalha com ele, hoje temos coordenador científico, André está montando estrutura que se tinha perdido, do organograma. Já vamos conhecer os novos processos. Hoje tem gerente de estádio, com metodologia de trabalho, de como vai acontecer o jogo. O clube está se organizando bastante nesse sentido. As coisas não iam acontecer esse ano, já sabíamos. É ano para plantar o que pretendemos para 2023, que também ainda não vai acontecer. É projeto de médio para longo prazo – explicou Paulo Ribeiro.

O psicólogo vê detalhes importantes a serem trabalhados e acredita que eles serão implementados.

O Botafogo precisa se fortalecer primeiro enquanto marca, segundo estudei a história do clube, tinha frases que me incomodavam, como “há coisas que só acontecem ao Botafogo”. Ao partir do momento que repito isso, “tinha que ser com a gente”, coloco isso na minha cabeça e ajo dessa maneira. Minha ideia sempre foi, e Luis Castro vem construindo muito bem, é um cara direto, de dizer “quero você arrogante, que você se imponha”, é o que quer do jogador. Ele é dessa forma. Chegou muito desconfiado do que ia encontrar, encontrou comissão técnica enorme, ficou um pouco assustado, mas hoje está completamente integrado. É um dos grandes responsáveis por construir essa nova forma do Botafogo se posicionar, essa nova atitude. No momento que mudo de atitude, todo mundo vê o que posso produzir. Não posso ficar o tempo inteiro “ah, esse juiz fez isso”, “ah, esse campeonato é assim”. Quero que tenham medo de jogar comigo. É o que quero. “Ih, vou enfrentar o Botafogo hoje”. Ainda vou ver isso. Ano que vem ainda é ano de criação de processos, de trabalhar. Em 2024 vocês vão ter um novo Botafogo, não tenham dúvida – garantiu.

Psicólogo do Botafogo desde 2019, Paulo Ribeiro vê mudanças em outras áreas também.

– Hoje, além de ter garoto de tudo quanto é lugar do Brasil, também temos estrangeiros na base. Colombiano, sul-africano, inglês, argentino. Antes já tinha, mas o Textor deu um incremento, pretende fazer esse intercâmbio. E além disso é um cara muito ligado em educação. Pretende inclusive criar uma escola dentro do clube para atender a garotada – disse.

– A equipe profissional está em um CT provisório hoje, fazendo reformas gerais. Pertence à família Moreira Salles, o sonho deles era ceder ao Botafogo para a base ter centro de treinamento. Mas o profissional só tinha o Estádio Nilton Santos para treinar, e no campo anexo, relativamente duro. Conseguiu-se através da família Moreira Salles que pudéssemos usar o Lonier. Hoje já tem vestiário bacana, está cercado por grade, tem refeição, cada um tem seu quarto. A base continua treinando no CEFAT e nos campos da Aeronáutica – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e Storicast

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