Técnico do Botafogo, Luís Castro estreia como comentarista na Copa do Mundo, analisa jogos e põe três seleções em ‘primeira linha’

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Por FogãoNET

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Luís Castro, técnico do Botafogo
Reprodução/SporTV

Luís Castro começou nesta segunda-feira (21/11) sua jornada comentarista da Copa do Mundo-2022 no programa “Seleção Catar”, do SporTV. O técnico do Botafogo analisou os jogos do dia e indicou três favoritos a conquistar a competição.

O primeiro jogo avaliado por Luís Castro foi a vitória da Inglaterra por 6 a 2 sobre o Irã.

A Inglaterra desde 1966 não fazia tantos passes no primeiro tempo, foram 366, estatística que mostra bem o domínio que teve na primeira parte. O jogo nos dá também confirmação do que foi o lançamento do jogo, duas equipes com qualidade no momento ofensivo e dificuldades no momento defensivo. O Irã mesmo assim consegue fazer dois gols, sofre seis porque o ataque da Inglaterra é muito forte. A Copa do Mundo começou hoje, mas para algumas equipes. Há outras que não começou a Copa hoje para elas, não existiram (risos). Hoje, infelizmente, o Irã não esteve ao nível do jogo – analisou Luís Castro, que não se empolgou tanto com a Inglaterra.

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O Brasil, a Alemanha e a França, mesmo debilitada, estão em uma primeira linha. A Inglaterra não estará. A Argentina coloco na segunda linha de candidatos, assim como a Espanha e Portugal. Eu gosto muito de ver a Inglaterra jogar, hoje foi a vez que mais gostei. Foi por causa do Irã ou é mesmo a Inglaterra? Quero esperar um pouco mais – explicou.

Já em relação a País de Gales 1 x 1 Estados Unidos, o treinador do Botafogo notou bastante influência da parte tática.

A estratégia é essa, de Gales, não usou da melhor forma. Ao defender no 5-3-2, os homens do meio não conseguiam proteger os corredores laterais. Retificou essa estratégia, aumentou a pressão na frente e passou a controlar o jogo. Acho que o futebol vai ser cada vez mais disto, as observações das equipes e seleções conseguem perceber as formas dos adversários e ter alternativas. Houve essa transformação no intervalo. Vamos encontrar um País de Gales mais agressivo, muda um conjunto de dinâmicas que se instala nas equipes – disse Luís Castro.

Sobre a vitória da Holanda por 2 a 0 sobre Senegal, o tema mais comentado foi a boa atuação do estreante Andries Noppert. A escolha foi do técnico Louis Van Gaal, que deu oportunidade ao goleiro.

Luís Castro revelou que em seus times também é ele quem define o goleiro titular.

Sou eu e escolherei sempre a vida toda. Sou o líder, tenho as convicções temos que ir com elas. Treinador de goleiros dá a opinião dele, mas a decisão é sempre do treinador. É nossa. O Van Gaal é quem dá a cara pela equipe, tem as convicções dele – ponderou.

Estamos a falar de uma escola holandesa, com grandes história no futebol. Nesses torneios de curta duração, a escolha dos jogadores, dos determinados momentos, é sempre muito na dimensão psicológica. Penso que será sempre assim – completou.

Fonte: Redação FogãoNET e SporTV

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