Além de seguir afirmando ser dono de 90% das ações da SAF do Botafogo, John Textor também jogou a culpa no clube social pela grave crise financeira que o Alvinegro atravessa, com cinco transfer bans em vigor na Fifa. O empresário concedeu uma entrevista coletiva para apenas quatro jornalistas nesta quarta-feira (3/6), em um hotel no Rio de Janeiro.
Em declarações reproduzidas pelo site “GE”, Textor dá sua versão sobre as vendas de Álvaro Montoro e Danilo que seriam feitas para o Nottingham Forest, mas que foram barradas pelo social, e chama a GDA Luma, que negocia com a Eagle/Ares a compra da SAF, de “credor tóxico”.
— Vamos falar sobre as histórias que eles contaram, os 34 milhões que iam entrar vinham dos interesses econômicos de dois atletas: Danilo e Montoro. Era para transferir eles para o Nottingham Forest no tempo das regras da Fifa e trazê-los de volta imediatamente para ficar até o fim do ano. O valor do Danilo na época era bem questionável, porque veio para a gente em recuperação. Então nós vemos ele como um jogador de 46 milhões, ele é incrível. O mercado tem muitas perguntas para ele, precisam o ver jogando. Ele tem um problema que leva a uma condição médica horrível, mas o que tem feito é recuperação, recuperação, recuperação. Então esse contrato que nós fizemos com o Nottingham Forest nos deu o direito de manter o jogador e se ele valorizasse, o comprar de volta. Então tem muito nessa transação que o mercado não soube – diz Textor.
– A equipe rejeitou a proposta, mesmo sem me ligar, isso nunca aconteceu antes. Não pude acreditar, vocês verão no e-mail. Como pode rejeitar essa proposta sem antes ligar e discutir sobre? Então os 34 milhões foram bloqueados. E sai “John está vendendo seu jogador favorito”. Eles foram ao tribunal bloquear o credor tóxico conhecido como GDA Luma, e agora querem que vocês acreditem que a GDA é a salvadora, mas sem John. Essas ironias eu ia pedir para os jornalistas analisarem os documentos, entender a história e entender o que aconteceu.
– Eu assumo a responsabilidade por muitos dos meus erros. Mas não vou me responsabilizar por transfer bans que foram criados pelo clube social, usando a Justiça para bloquear dinheiro de entrar. Como o clube estaria com 70 milhões de dólares? Nós estaríamos contratando jogadores, pagando nossas dívidas e não estaríamos nessa guerra. Se naquela época os 70 milhões de dólares tivessem entrado, nós não estaríamos aqui falando sobre a vergonha que está com o nome do nosso clube – completou.