Textor revela motivo de trazer Tom Glick e diz: ‘Esperem ver mais pessoas como ele no Botafogo’

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Por FogãoNET

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Textor revela motivo de trazer Tom Glick e diz: ‘Esperem ver mais pessoas como ele no Botafogo’
Divulgação

Tom Glick, ex-Manchester City e Carolina Panthers, tem atuado diretamente com John Textor. Conselheiro sênior da Eagle Football, holding de Textor que controla Botafogo, RWD Molenbeek (BEL), FC Florida (EUA) e um percentual do Crystal Palace (ING), o executivo terá papel fundamental no Glorioso.

Foi o que revelou John Textor, em entrevista ao canal “Fala Fogão”. O empresário americano lembrou como encontrou o clube e os próximos desafios.

– A equipe que herdamos fez um trabalho incrível lidando com uma situação bem ruim. O time tinha sido rebaixado. Pense no desafio que Jorge Braga tinha pela frente. Não apenas racionalizar a operação, tendo poucas receitas de TV, patrocínio, tudo. Menos orçamento para gastar e ao mesmo tempo ter que colocar o time em campo para vencer e subir. Jorge Braga é um profissional muito bem sucedido no segmento de reestruturação de empresas, não necessariamente um cara do futebol ou do esporte e entretenimento. Mas um cara que teve que vir e realmente abraçar a organização para impedi-la de cair ainda mais – destacou.

À medida que avançamos, contudo, a organização agora está de volta à Série A e queremos ser globais, esse é o motivo pelo qual você traz alguém como Tom Glick. Ele esteve no beisebol, depois no basquete, depois foi CEO do Derby County na Inglaterra. E depois diretor de operações e diretor comercial no Manchester City e no City Football Group, e depois na Liga Nacional de Futebol. Então por que isso importa? Porque quando falamos de beisebol, basquete, futebol ou futebol americano muito do negócio é basicamente igual em termos de como se constrói a organização para identificar talento, usando vídeos, usando dados, usando pessoas que vão observar como você traz parceiros estratégicos para ser mais bem sucedido, incorpora patrocinadores. Tem muita coisa em comum na operação de um negócio de entretenimento esportivo e a construção de uma marca global. É por isso que você traz alguém como Tom, que sabe como fazer isso. Através do beisebol, do basquete, do futebol… Então esperem ver mais pessoas como Tom vindo para a organização no Botafogo! Tom vai dedicar muito tempo ao Botafogo, ele realmente conhece entretenimento esportivo, especificamente futebol! Mais nomes como Tom, mudanças na nossa equipe atual. Novamente: é um projeto grande e temos muito trabalho por fazer – detalhou Textor.

O acionista da SAF alvinegra também foi perguntado sobre quais os perigos para a instituição em um futuro próximo.

– Não sei, eu não sinto nenhum perigo. Eu acho que o desafio operacional é o maior perigo. Nós somos um time de futebol, uma organização de futebol que saiu de uma organização social, e há muitas posições que temos que contratar, apenas para funcionar adequadamente, para dar ao time no campo a melhor chance. E claramente não tivemos muito tempo para encontrar as instalações e a qualidade do gramado. O campo do Nilton Santos é horrível! Fica soltando tufos de grama e está acontecendo no meio da temporada, onde está afetando o jeito de jogar do time. Eu acho que a maior ameaça que temos agora é ter que construir uma nova organização do futebol, com várias pessoas novas. Eu falei sobre química, não apenas com a comissão técnica, mas também na operação, para que a gente dê ao nosso time a melhor chance de vencer. E nesse momento não estamos fazendo um grande trabalho nessa área. As pessoas que lá estão têm feito um grande trabalho, mas provavelmente temos metade do número de profissionais que precisamos ter para sermos efetivos como um clube top de Série A. Então nossa maior ameaça é na administração nesse momento – finalizou.

Fonte: Redação FogãoNET e Fala Fogão

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