Análise: Botafogo abusa de perder gols, desmonta no segundo tempo e perde para o Cuiabá

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Análise: Botafogo abusa de perder gols, desmonta no segundo tempo e perde para o Cuiabá
Vitor Silva/Botafogo

“Quem não faz, leva”. Essa talvez seja a mais famosa máxima do futebol. Na noite desta terça-feira, o Botafogo perdeu chances claras de abrir o placar e viu um eficiente Cuiabá aproveitar suas oportunidades e sair com a vitória por 2 a 0. O Glorioso até jogou bem no primeiro tempo, mas não conseguiu transformar a superioridade em gols. No segundo tempo, as substituições de Luís Castro não funcionaram e o time foi nervoso e desorganizado. Esta foi a nona derrota do Alvinegro em 18 jogos disputados no Nilton Santos no Brasileirão. A derrota também deixa mais distante o sonho de uma vaga na Libertadores.

Um fato atípico aconteceu nesta terça-feira. Sem novos problemas com lesões e suspensões, Castro conseguiu repetir a escalação titular que venceu o Red Bull Bragantino na última rodada. O 4-2-4, que pode variar para um 3-2-5 com a subida de um dos laterais, oferece mais alternativas ofensivas atacando a área adversária e gerando jogo no terço final do campo. O treinador ainda contou com a volta de Lucas Fernandes, que começou o jogo no banco.

Análise Botafogo x Cuiabá

O Botafogo tinha um plano traçado e muito bem definido: buscar Tiquinho como referência dos passes longos para imprimir velocidade no ataque. Os movimentos de apoio do centroavante foram importantes para abrir espaço e colocar Jeffinho e Junior Santos em situações de um contra um. Se o time voltou a mostrar alguma dificuldade na articulação de jogadas contra a defesa bem postada, a transição em velocidade funcionou muito bem e o time conseguiu um bom volume de jogo.

A intensidade do ataque pelo lado esquerdo foi destaque. Foram 11 finalizações alvinegras no primeiro tempo, quatro delas exigiram boas defesas de Walter. Jeffinho e Junior, que fizeram um bom jogo na etapa inicial, tiveram suas chances, mas foi Tiquinho quem desperdiçou a melhor oportunidade de abrir o placar. O Glorioso estava com a pressão bem encaixada na saída de bola do time mato-grossense e a marcação gerou, aos dez minutos, uma chance clara que parou no goleiro adversário.

As chances perdidas que poderiam ter mudado o destino do Botafogo contra o Bragantino, voltaram a assombrar a equipe. Melhor em campo, criando boas oportunidades, mas sem convertê-las em gols. O castigo veio aos 40 minutos da primeira etapa. Uma falta a favor na intermediária ofensiva virou um contra-ataque mortal do Cuiabá. A transição defensiva foi mal feita, cedeu muito espaço na faixa central, Adryelson não conseguiu evitar o cruzamento, Marçal e Daniel Borges falharam na marcação dentro da área. Nas costas do lateral-direito, André Luís cabeceou e fez 1 a 0.

Com 61% da posse de bola, 11 finalizações (oito dentro da área), duas grandes chances de gol desperdiçadas, 83% de acerto nos passes, 55% de aproveitamento nos cruzamentos, levando vantagem nos duelos, era esperado que o Botafogo chegasse ao intervalo com a vantagem no placar. A ineficiência custou caro ao time e Castro mexeu para buscar o empate. A opção foi a entrada de Lucas Fernandes no lugar de Victor Sá. Lucas é o jogador alvinegro que mais acerta passes no campo de ataque (24.6 em média) no campeonato. Victor teve muito comprometimento tático na recomposição, mas voltou a ter um desempenho apagado no ataque.

A vantagem no placar deixou o Cuiabá bem confortável no segundo tempo. Organizado em um 4-1-4-1 bem compacto, o Dourado conseguiu tirar a velocidade do ataque alvinegro. Sem espaço em profundidade para jogar em transição rápida e sem agilidade na troca de passes para criar a partir do passe curto, o Botafogo ficou sem alternativas ofensivas. Cruzamentos e lançamentos forçados começaram a aparecer. E foi justamente na sequência de uma bola longa forçada por Gabriel Pires, que o adversário contra-atacou e conseguiu um escanteio. Na cobrança, Deyverson subiu entre os zagueiros e cabeceou para o gol aos seis minutos do segundo tempo.

O que se seguiu, então, foi um misto de destempero e desorganização. A torcida perdeu a paciência, o time ficou nervoso e perdeu qualquer organização tática em campo. Na segunda etapa, o Botafogo teve 73% da posse de bola, finalizou 12 vezes, mas apenas uma em direção ao gol. Sem soluções para chegar no gol de Walter, foram 23 tentativas de cruzamento. Luís Castro trocou Daniel Borges e Gabriel Pires por Rafael e Jacob Montes, mas mudanças não surtiram efeito e o Cuiabá continuou com a partida sob controle, anulando o ataque alvinegro e encontrando boas chances em contra-ataques para marcar o terceiro gol.

Castro ainda tentou refazer uma dupla de ataque com a entrada de Matheus Nascimento no lugar de Junior Santos. O rendimento de Junior Santos caiu muito com a mudança de posicionamento no segundo tempo. Luis Henrique também veio para o jogo substituindo Jeffinho. O camisa 47 foi outro que caiu muito de produção na etapa final em meio à desorganização que tornou a equipe muito dependente de iniciativas individuais.

Análise Botafogo x Cuiabá

O Botafogo terá um confronto direto para continuar sonhando com uma vaga na Libertadores na próxima rodada. Na próxima segunda-feira (7), vai até Belo Horizonte enfrentar o Atlético-MG. Dentro de casa, o Galo venceu sete jogos, empatou cinco e perdeu outros cinco.

Números do jogo: (Sofascore)

Posse de bola – BOT 67% x 33% CUI
Passes certos – BOT 486 (87%) x 199 (72%) CUI
Finalizações – BOT 23 (5 no gol) x 13 (5) CUI
Finalizações dentro da área – BOT 17 x 7 CUI
Grandes chances criadas – BOT 3 x 1 CUI
Grandes chances perdidas – BOT 3 x 1 CUI
Desarmes – BOT 15 x 22 CUI
Interceptações – BOT 13 x 7 CUI
Cortes – BOT 13 x 34 CUI
Cruzamentos – BOT 13/34 (38%) x 4/10 (40%) CUI
Bolas longas – BOT 28/53 (53%) x 28/57 (49%) CUI
Dribles – BOT 5/13 (38%) x 3/9 (33%) CUI
Duelos ganhos – BOT 64 x 47 CUI
Duelos aéreos ganhos – BOT 26 x 18 CUI
Faltas – BOT 4 x 18 CUI
Cartões amarelos – BOT 1 x 1 CUI

Fonte: Redação FogãoNET

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