Análise: Luís Castro faz apenas duas substituições, Botafogo cansa no fim e cede o empate ao Fluminense

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Análise: Luís Castro faz apenas duas substituições, Botafogo cansa no fim e cede o empate ao Fluminense
Vitor Silva/Botafogo

Frustrante. O Botafogo empatou em 2 a 2 com o Fluminense, mas deixou o Maracanã neste domingo com um sabor de derrota. Depois de abrir 2 a 0, o Glorioso foi perdendo vigor físico e cedeu o empate. A diferença do confronto veio do banco: no Flu, Diniz colocou Matheus Martins que mudou o jogo; no lado alvinegro, Castro mexeu apenas duas vezes enquanto o time já não tinha força para acompanhar a pressão do adversário.

Se no jogo do primeiro turno o Botafogo foi presa fácil para o Tricolor, registrando apenas 21% da posse de bola, 121 passes trocados em todo o jogo com o péssimo aproveitamento de 66% de acerto, desta vez era esperado um desempenho melhor do time. Dos alvinegros titulares no jogo de hoje, apenas Gatito, Cuesta e Jeffinho estiveram em campo no dia 26 de junho. O Glorioso reformulou o elenco durante o campeonato, cresceu de produção e mudou de prateleira nas disputas internas do Brasileirão.

Sem Tchê Tchê, suspenso, Lucas Fernandes e Danilo Barbosa, machucados, o volante Patrick de Paula voltou a receber uma oportunidade depois de quase três meses afastado dos gramados. Gabriel Pires também ganhou nova chance de mostrar evolução técnica e física para ser útil ao time no final da temporada. Pelo lado esquerdo do ataque, Victor Sá não convenceu nos últimos dois jogos como titular e Jeffinho recuperou a posição.

Análise Fluminense x Botafogo

A partida começou com o Fluminense forçando o jogo pelo lado esquerdo da defesa alvinegra. Como Fernando Diniz gosta de colocar muitos jogadores no setor da bola, Samuel Xavier, André, Ganso e Jhon Arias encontraram espaço para criar situações de superioridade contra a marcação. O cenário exigiu atenção e comprometimento de Jeffinho na recomposição e mais energia de Gabriel Pires no combate. Depois de um calor inicial que resultou em três finalizações tricolores nos primeiros cinco minutos, o Botafogo conseguiu se reorganizar para diminuir o ritmo que o adversário vinha impondo em sua troca de passes.

O desenho tático do Botafogo com a posse de bola era um 3-4-3. PK recuava como um terceiro zagueiro entre Adryelson e Cuesta, liberando a subida dos laterais. No meio-campo, Eduardo e Gabriel Pires procuravam a articulação das jogadas, com Eduardo mais móvel tentando chegar ao ataque, enquanto Gabriel rodava a bola buscando também os passes longos. Na frente, Junior Santos e Jeffinho fecharam para posições mais centralizadas. O objetivo era aproximar de Tiquinho e abrir os corredores para as investidas de Daniel Borges e Marçal. Mas se a estrutura e os objetivos eram claros, a execução apresentou problemas. Com os setores distantes e pouca mobilidade, o Botafogo teve dificuldade para imprimir velocidade na transição ofensiva.

O Fluminense foi melhor no primeiro tempo, mas foi o Botafogo quem saiu na frente. Na primeira vez em que o time teve paciência para trabalhar a posse, movimentar as peças, balançar a bola de um lado ao outro do campo, foi capaz de encontrar espaço na defesa para chegar ao gol. Em uma posse de um minuto e oito segundos, em que todos os jogadores de linha tocaram na bola, o time trocou 22 passes e Junior Santos encontrou Eduardo dentro da área para finalizar. A movimentação vertical do camisa 33, que chega de trás para ser mais uma opção de finalização, é fundamental para a fluidez e a dinâmica do ataque alvinegro.

O Botafogo teve 41% da posse de bola nos primeiros 45 minutos e conseguiu um bom aproveitamento nos passes (85%). Nos lançamentos, foram 14 acertos em 25 tentativas (56%). A vantagem conquistada na primeira etapa deu tranquilidade para jogar como se sente mais confortável, em velocidade na transição, com toques rápidos e verticais. O Fluminense trocou um zagueiro por um meia, improvisando André na última linha de defesa.

E o Botafogo explorou bem a defesa fragilizada tricolor. Aos seis minutos, Tiquinho levou a melhor no alto sobre Nino, o único zagueiro de ofício adversário. O desvio pegou a defesa completamente desmontada. Junior Santos foi esperto e colocou Jeffinho para correr contra Martinelli, que acabara de receber um cartão amarelo. O ponta passou com habilidade pelo volante, que evitou fazer a falta, e bateu na saída de Fábio para ampliar o marcador. Segundo gol de Jeffinho no Brasileirão. Junior Santos também precisa ser elogiado. Voltou a fazer um jogo de muito comprometimento tático e conseguiu contribuir também com a bola nos pés.

Com 2 a 0 no placar, o Fluminense se perdeu definitivamente em campo. Além do Botafogo, passou a enfrentar também a própria torcida. O jogo parecia à feição do Botafogo para controlar e matar de vez o rival. Mas não foi o que aconteceu. A saída de Eduardo, aos 15 minutos do segundo tempo, mexeu com a equipe. O substituto, Del Piage, não tem as mesmas características para fazer a ligação entre meio-campo e ataque e chegar para finalizar. No Fluminense, uma substituição mudou o jogo. Matheus Martins entrou aos 27 e em menos de dez minutos sofreu um pênalti batido por Ganso e empatou o jogo depois de bate-rebate na área.

Análise Fluminense x Botafogo

Diniz conseguiu encontrar no banco uma solução para melhorar seu time. Castro mais uma vez não teve peças para mudar o jogo com substituições. O treinador fez apenas duas substituições, ambas motivadas por lesões. Rafael, Jacob, Piazon e Luis Henrique não saíram do banco. O Fluminense terminou o jogo com mais poder físico em busca do gol da virada. O Botafogo segurou um empate frustrante pelas condições do jogo, mas que mantém o time vivo na disputa por vagas continentais.

O Botafogo recebe o Red Bull Bragantino na próxima quarta-feira (26), às 19h30, no Nilton Santos. O time do interior paulista não vence como visitante desde a 17ª rodada, quando bateu o América-MG por 3 a 0. Desde então, acumula seis derrotas e dois empates fora de Bragança Paulista.

Números do jogo: (Sofascore)

Posse de bola – FLU 65% x 35% BOT
Passes certos – FLU 555 (89%) x 279 (82%) BOT
Finalizações – FLU 18 (7 no gol) x 12 (5) BOT
Finalizações dentro da área – FLU 12 x 7 BOT
Grandes chances criadas – FLU 2 x 0 BOT
Grandes chances perdidas – FLU 1 x 0 BOT
Desarmes – FLU 11 x 17 BOT
Interceptações – FLU 5 x 17 BOT
Cortes – FLU 5 x 23 BOT
Cruzamentos – FLU 7/29 (24%) x 4/9 (44%) BOT
Bolas longas – FLU 12/22 (55%) x 26/50 (52%) BOT
Dribles – FLU 6 x 4 BOT
Duelos ganhos – FLU 36 x 48 BOT
Duelos aéreos ganhos – FLU 9 x 13 BOT
Faltas – FLU 15 x 11 BOT
Cartões amarelos – FLU 3 x 2 BOT

Fonte: Redação FogãoNET

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