Análise: Botafogo não joga bem, mas conta com defesa e tanto de sorte para vencer o Remo

15 comentários

Blog da Redação

Blog da Redação

Compartilhe

Análise Remo x Botafogo

De sorte também são feitos os vencedores. O Botafogo venceu o Remo no Pará por 1 a 0, em um jogo em que teve mais sorte que juízo. Warley marcou o gol da vitória em um chute inesperado. No final do jogo, bolas na trave, um sufoco e três pontos. O resultado leva o Glorioso para o terceiro lugar com 38 pontos, já a três de distância para o primeiro fora do G4.

A escalação da equipe não trouxe grandes novidades. A única alteração foi a entrada de Rafael Moura no lugar do suspenso Rafael Navarro. Foi a primeira chance do centroavante como titular desde que chegou ao Botafogo. Até essa noite, o camisa nove registrou uma média modesta de 17 minutos por jogo, nas 18 vezes em que entrou em campo vindo do banco de reservas. O único gol marcado com a camisa alvinegra contrasta com as três chances claras perdidas que custaram pontos preciosos para o clube.

As principais mudanças foram vistas no banco de reservas. O lateral-direito Jonathan voltou a ser relacionado depois de quase quatro meses de inatividade. Contratados junto ao Fortaleza, Carlinhos e Luiz Henrique apareceram entre os reservas pela primeira vez. Como opção para o ataque dois jogadores da equipe sub-20, Vitinho e Gabriel Conceição.

Análise Remo x Botafogo

A presença de Rafael Moura em campo mudou a forma do Botafogo jogar. Jogador mais pesado, sem a mesma velocidade e intensidade de Navarro, o centroavante participou pouco da construção coletiva do jogo alvinegro e tornou o ataque mais estático. A movimentação mais limitada na frente exigiu maior participação de Chay para encontrar espaços e envolver os companheiros no ataque. Além do apoio a Warley no lado direito, Chay foi visto inúmeras vezes buscando a bola na intermediária defensiva para escapar da marcação do Remo. A jogada buscando o He-man na referência para fazer o pivô não funcionou e tampouco o atacante serviu de referência na área para receber cruzamentos. Em jogada que Jonathan Silva apareceu bem na área, Rafael Moura finalizou muito mal, com dificuldade em ajeitar o corpo, e perdeu o gol.

Durante a primeira metade da etapa inicial, o Botafogo teve mais a poAnálise Remo x Botafogosse de bola e sofreu para construir contra a defesa adversária postada. Aos cinco minutos, por pouco o Glorioso não foi vítima da jogada que melhor executa. Um lançamento longo colocou Victor Andrade no mano a mano contra Daniel Borges. O lateral, que se consolidou como titular cumprindo muito bem seu papel tático, tem sérias dificuldades no combate individual. O jogador do Remo passou por Daniel e bateu cruzado, à esquerda de Diego Loureiro. Foi o lance mais perigoso do primeiro tempo.

A partir dos 30 minutos, o Remo passou a jogar mais ao seu estilo, tomando conta da posse de bola. Sem muita criatividade, o time errou bastante e não conseguiu criar chances de gol. O Botafogo, então, teve o contra-ataque à disposição e passou a jogar de forma mais direta. Mas faltou qualidade e velocidade para ameaçar o goleiro adversário – os dois goleiros terminaram o primeiro tempo sem fazer qualquer defesa. Pelo Glorioso, depois de boa jogada individual de Chay, Marco Antônio conseguiu um bonito chute de fora da área que passou perto do gol. Essa e uma cabeçada de Carli foram as melhores chances do time.

Mas além da participação fraca do Rafael Moura, outros jogadores deixaram a desejar. Pedro Castro apareceu pouco no ataque vindo de trás e não conseguiu dar dinâmica à transição ofensiva alvinegra. Nesse sentido, segue difícil justificar a condição de reserva de Luís Oyama. Warley foi peça nula pela direita e o segundo jogador que menos participou do jogo no primeiro tempo – He-man foi o primeiro. Marco Antônio não foi muito melhor. Apesar da boa finalização, não houve muito a se destacar além da entrega e da recomposição defensiva que garantem sua escalação.

Toda essa falta de intensidade e criatividade ofensiva trouxeram a esperança de que Enderson mexesse no time logo no intervalo. Rafael Moura ainda levou um cartão amarelo para coroar sua exibição. A ausência de um jogador com mais experiência no banco fez o treinador insistir no atacante. E o Remo voltou melhor no segundo tempo. O time paraense conseguiu empurrar o Botafogo no próprio campo e acionar os pontas em velocidade. Mas faltou sempre um algo a mais para chegar ao gol. Se no ataque o Glorioso fez um jogo paupérrimo, a solidez defensiva que tem se tornado marca do time novamente dificultou a vida do adversário.

Depois de 15 minutos de pouco futebol da equipe, Enderson Moreira promoveu as estreias do lateral Carlinhos e do meia Luiz Henrique. A entrada do volante no lugar de Marco Antônio fortaleceu o meio-campo e deu mais liberdade para os outros meias chegarem mais ao ataque. Menos de cinco minutos depois, em uma jogada pela esquerda com Carlinhos e Luiz Henrique, Pedro Castro apareceu no ataque pela primeira vez e cruzou para Warley abrir o placar.

Análise Remo x Botafogo

O Botafogo achou o gol no momento em que menos oferecia perigo ao gol do Remo. Com a vantagem no placar, o treinador procurou repetir a estratégia que garantiu a vitória contra o Coritiba. Oyama entrou no lugar de Warley para novamente fazer a lateral do campo, dessa vez pela direita. Ênio também veio para o campo na vaga de Chay, que saiu muito cansado. Mas as substituições não resultaram no mesmo controle e o time ficou acuado, com a marcação desorganizada e pouco intensa. O Remo abusou das bolas levantadas na área e assim criou perigo. Foram duas bolas na trave e um lance inacreditável no final em que Diego Loureiro garantiu a vitória e o adversário chutou o rebote na lua.

Importante destacar que, apesar do desempenho abaixo do esperado, o time venceu. Conquistar os três pontos mesmo quando não joga bem mostra maturidade do elenco. Duas vitórias seguidas fora de casa também afastam de vez o temor de jogar fora de casa. Com erros e acertos na escalação e leitura de jogo, é impressionante o desempenho de Enderson Moreira no comando do Botafogo: dez jogos, oito vitórias, um empate e uma única derrota.

Análise Remo x Botafogo

Pausa para uma semana cheia para recuperação dos jogadores, descanso e treinamentos. No próximo sábado (11), o Botafogo vai receber o Londrina no Nilton Santos, às 16h30. Os paranaenses estão em 18º lugar no campeonato e não vencem há três jogos.

Números do jogo: (Sofascore)

Posse de bola – BOT 38% x 62% REM
Passes certos – BOT 229 (72%) x 429 (82%) REM
Cruzamentos – BOT 5/15 (33%) x 4/17 (24%) REM
Bolas longas – BOT 23/69 (33%) X 55/78 (71%) REM
Dribles – BOT 7/10 (70%) x 9/11 (82%) REM
Finalizações – BOT 8 (1 no gol) x 20 (2) REM
Finalizações dentro da área – BOT 4 X 12 REM
Chances claras – BOT 1 x 4 REM
Duelos ganhos – BOT 45 x 51 REM
Desarmes – BOT 17 X 12 REM
Cortes – BOT 27 x 13 REM
Interceptações – BOT 16 x 22 REM
Faltas – BOT 15 x 11 REM

Fonte: Redação FogãoNET

Notícias relacionadas