Análise: Botafogo roda o elenco, sofre com a retranca, mas vence o Ceilândia com a marca do ‘M’ de Matheus Nascimento

17 comentários

Blog da Redação

Blog da Redação

Compartilhe

Análise: Botafogo roda o elenco, sofre com a retranca, mas vence o Ceilândia com a marca do ‘M’ de Matheus Nascimento
Vitor Silva/Botafogo

Vira três, fecha seis. Depois de vencer por 3 a 0 o jogo de ida em Brasília, o Botafogo repetiu o placar sobre o Ceilândia no jogo de volta no Nilton Santos. Depois de encontrar dificuldades para criar no início do jogo, o Glorioso cresceu na partida e contou com gols de Patrick de Paula e Matheus Nascimento (2) para vencer com autoridade em casa e selar a classificação para as oitavas-de-final da Copa do Brasil. A noite foi marcada pela festa nas arquibancadas, rotação no elenco e estreias no campo.

A vantagem confortável conquistada no jogo de ida permitiu que Luís Castro poupasse muitos titulares no protocolar encontro desta quinta-feira. Da equipe que iniciou a partida contra o Flamengo no último domingo, apenas Saravia e Kanu foram mantidos no 11 inicial. Na zaga, Joel Carli retornou após mais de dois meses afastado por lesão no tornozelo direito. O capitão fez o seu 181º jogo com a camisa alvinegra e se tornou o estrangeiro que mais atuou pelo Botafogo.

A rotação no elenco foi importante para alguns jogadores que ainda procuram uma sequência de boas atuações para se firmarem entre os titulares, como Patrick de Paula e Lucas Piazon, principalmente. Os jovens Hugo, Del Piage e Matheus Nascimento também ganharam oportunidade. Destaque ainda para o lateral-esquerdo finlandês Niko Hämäläinen, ou simplesmente Niko, que com a camisa 19 foi relacionado pela primeira vez e começou no banco de reservas.

Análise Botafogo x Ceilândia

Sem maiores perspectivas de alcançar a classificação, o time do Distrito Federal veio ao Nilton Santos pensando em não fazer feio. Para isso, baixou as linhas de marcação, deu a posse de bola para o Botafogo e buscou esporádicas saídas de contra-ataque com Guarujá pelo lado direito. A estratégia clara foi congestionar os espaços na própria intermediária, fechar linhas de passe e permitir que os zagueiros alvinegros trocassem passes entre eles. O Glorioso teve 68% de posse no primeiro tempo. A maior parte dessa posse ocorreu no campo de ataque, mas nos pés dos zagueiros. Carli foi o alvo dos passes de Kanu por 36 vezes nos primeiros 45 minutos. Kanu recebeu a bola do argentino 29 vezes. Nenhuma outra troca de passes ocorreu mais de dez vezes na primeira etapa.

Com pouca movimentação entre os jogadores de ataque, faltou amplitude para abrir a compacta defesa adversária. Piazon, Chay e Diego Gonçalves buscaram diagonais ao receber a bola nas pontas, o que os levou ao encontro da maior zona de pressão da defesa. Saravia conseguiu aproveitar algumas vezes o corredor direito para oferecer profundidade, enquanto Hugo teve menos liberdade na esquerda. Encaixotado e sem conseguir dar velocidade à bola na troca de passes, duas boas chegadas do Botafogo na área surgiram a partir de lançamentos de Kanu e Del Piage.

No meio-campo, Patrick de Paula teve a responsabilidade de subir no campo para aumentar a presença alvinegra entre as apertadas linhas de marcação do Ceilândia. Jogando de costas para o gol, a função tirou de PK suas principais qualidades, como a visão de jogo e a capacidade de passe para distribuir o jogo quando carrega a bola e infiltra na defesa adversária. Contudo, o talento e a versatilidade do meia falaram mais alto. Aos 39 minutos, em ótima jogada, Patrick criou o espaço para ele mesmo, depois de girar sobre o marcador, e marcou seu primeiro gol pelo Botafogo na sequência da jogada. Matheus Nascimento também teve boa participação no lance do gol.

Análise Botafogo x Ceilândia

Os 310 passes certos trocados no primeiro tempo, com 93% de eficiência, dão boa ideia do controle que o Botafogo teve. Faltou intensidade para transformar esse controle em chances claras de gol. Foram oito finalizações, quatro corretas, mas a maioria de fora da área. Já a única finalização certa do Ceilândia exigiu boa defesa de Douglas Borges. O primeiro tempo ainda ficou marcado por reclamações com a arbitragem. Primeiro, um toque de mão do goleiro alvinegro fora da grande área provocou a ira dos adversários. Minutos depois, um pênalti poderia ter sido marcado em um tranco nas costas de Matheus. Na Copa do Brasil, o VAR só será utilizado a partir das oitavas-de-final.

Na volta do intervalo, Castro trocou os dois titulares que começaram a partida. Saravia e Kanu deram lugar a Daniel Borges e Klaus, estreante da noite. O segundo tempo começou em outro ritmo, com a posse de bola um pouco mais equilibrada e o Ceilândia não tão encostado na própria área. A postura menos defensiva do adversário deu ao Botafogo mais condições de atacar em transição e criar jogadas em zonas mais agudas do campo. Rikelmi substituiu Diego Gonçalves aos 13 minutos.

Com mais espaço, Piazon passou a ser mais cobrado e seus erros técnicos e lapsos de concentração irritaram a torcida. No entanto, aos 20 minutos, o meia-direita participou bem da jogada do segundo gol alvinegro. Em uma escapada pela direita e bom passe para Matheus por dentro, deu início ao lance que terminou em lindo passe de Chay para o jovem atacante marcar o segundo. Gol e jogada importante para a confiança dos jogadores envolvidos.

A festa nas arquibancadas ficou completa aos 30 minutos, com a entrada de Niko no lugar de Hugo. Com ares de contratação folclórica, o lateral foi festejado pela torcida em cada um de seus 17 toques na bola. Sobre sua qualidade e capacidade de ser uma peça útil no elenco, pouco pode ser observado. Mas o jogo também reservou outras alegrias. Em nova jogada iniciada por Piazon e com a participação de Daniel Borges, Matheus voltou a fazer o “M”, depois de um chute cruzado e da ajuda do goleiro. Foi o sétimo gol do atacante na temporada.

Análise Botafogo x Ceilândia

O Botafogo volta ao Nilton Santos no próximo domingo (15), às 18h, para enfrentar o Fortaleza pela sexta rodada do Brasileirão. O Leão do Pici é o lanterna do campeonato, com um empate e três derrotas em quatro jogos disputados.

Números do jogo: (Footstats)

Posse de bola – BOT 65% x 35% CEI
Passes certos – BOT 583 (93%) x 209 (85%) CEI
Finalizações – BOT 13 (6 no gol) x 9 (5) CEI
Assistências para finalização – BOT 8 x 5 CEI
Desarmes – BOT 9 x 12 CEI
Interceptações – BOT 5 x 2 CEI
Rebatidas – BOT 26 x 33 CEI
Cruzamentos – BOT 3/12 (25%) x 1/9 (11%) CEI
Lançamentos – BOT 5/20 (25%) x 9/38 (24%) CEI
Dribles – BOT 2 x 5 CEI
Perdas de posse de bola – BOT 34 x 27 CEI
Faltas – BOT 13 x 13 CEI

Fonte: Redação FogãoNET

Notícias relacionadas