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Análise: começo forte e contra-ataque rápido garantem vitória do Botafogo sobre Remo

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Blog da Redação

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Análise Botafogo x Remo

Invicto e no G4. Em jogo da terceira rodada da Série B, o Botafogo foi à Volta Redonda jogar contra o Remo e venceu por 3 a 0. Os gols foram marcados por Chay, Rafael Navarro e Pedro Castro. O gol marcado no começo do jogo desenhou o jogo para o contra-ataque alvinegro. A vitória levou o Glorioso aos sete pontos e manteve a equipe em terceiro lugar.

Depois da vitória sobre o Coritiba na segunda rodada, o treinador Marcelo Chamusca tentou manter o time titular. A única alteração foi a ausência de Pedro Castro, que saiu machucado ainda no primeiro tempo do último jogo. Sem lesão grave constatada, o meia treinou normalmente durante a semana, mas começou o jogo no banco de reservas. Guilherme foi o escolhido para a posição. Entre os reservas, foram relacionados pela primeira vez Barreto, Diego Gonçalves e Rafael Moura. As novas contratações aumentam a profundidade do elenco alvinegro e oferecem ao treinador novas alternativas.

Análise Botafogo x Remo

As duas equipes chegaram à terceira rodada após uma vitória e um empate. Para alcançar a segunda vitória e continuar próximo ao topo da classificação, o Botafogo começou o jogo no campo de ataque pressionando o time paraense. Com a retomada rápida da bola, o Glorioso alcançou quase 70% da posse nos minutos iniciais. O posicionamento em campo colocou mais peças no ataque a partir da liberdade para as subidas de Paulo Victor e boa dinâmica que a dupla Luís Oyama e Guilherme deram ao meio-campo. O camisa 88 ora abriu para apoiar o jogo pelo lado esquerdo, ora construiu por dentro liberando Marco Antônio para se aproximar de Navarro na frente.

E o ótimo início de jogo deu resultado rápido. Aos 13 minutos, o Alvinegro subiu a marcação com seis jogadores, fechou bem as linhas de passe e recuperou a bola no campo de ataque. A bola sobrou nos pés de Oyama que deu velocidade na jogada com o passe esticado para Rafael Navarro. O volante recém chegado ao Botafogo, contribui não apenas com o poder de marcação mas também com a boa capacidade de passe e visão de jogo, o que tornou a posse de bola mais veloz, inteligente e objetiva. O centroavante foi esperto para desviar a bola e Chay, o autor do gol, mostrou intensidade e bom faro para atacar o espaço vazio deixado pela defesa desmontada e sair cara a cara com o goleiro.

Análise Botafogo x Remo

Aberto o placar, a questão era se o time conseguiria manter o ritmo em busca do segundo ou se perderia intensidade permitindo que o adversário equilibrasse o jogo. Como aconteceu em outras ocasiões na temporada, o Botafogo baixou as linhas, diminuiu a pressão e cedeu a posse de bola ao Remo, que terminou a etapa inicial com 57%. A eficiência no passe diminuiu bastante após o gol e os jogadores não conseguiram buscar interações no campo de ataque. De 85% de acerto nos primeiros 15 minutos da partida, o percentual caiu para 69% no intervalo, com 48 passes errados em 155 tentados. Diferentemente de outros jogos, o sistema defensivo não foi seguro e deixou o adversário ameaçar o gol defendido por Douglas Borges.

Sem alterações no intervalo, o desafio foi retomar a intensidade e, consequentemente, a superioridade do início do encontro. Mesmo sem o controle da posse, o Glorioso finalizou três vezes a gol nos primeiros cinco minutos do segundo tempo. Sumido na primeira etapa, Ronald apareceu bem e teve boa chance de ampliar o placar. Com espaço para conduzir a bola em profundidade, o ponta cresceu no jogo e pode mostrar novamente suas principais qualidades. Aos 13 minutos, Ronald foi lançado e disparou em velocidade até cortar para dentro e encontrar Navarro em condições de marcar o segundo gol na saída do goleiro. Mais uma vez, o camisa 31 foi preciso na hora de controlar a velocidade, encontrar o passe mais fácil e servir um companheiro em jogada de contra-ataque. Contra o Coritiba encontrou Warley na jogada do segundo gol.

Análise Botafogo x Remo

O segundo gol saiu no momento em que o jogo parecia com o cenário do primeiro tempo. A diferença era que o Remo não conseguia mais levar perigo ao gol alvinegro. Assim, mesmo sem a posse de bola, o Botafogo esteve confortável em campo. Pedro Castro e Diego Gonçalves entraram nos lugares de Guilherme e Chay. E com somente dois minutos em campo o camisa 33 aumentou a vantagem em sua principal característica, o chute de fora da área. De frente para o gol, como gosta de jogar, o meia dominou e chutou forte no canto do goleiro. Quarto gol com a camisa alvinegra, terceiro em chutes de longa distância.

O resultado decidido foi a deixa para a estreia de Rafael Moura no ataque. O atacante atuou por dez minutos, participou pouco do jogo, mas deve estar mais envolvido a partir do próximo jogo, apesar dos bons desempenhos de Rafael Navarro. Ricardinho entrou para dar mais solidez ao setor de meio-campo. Daniel Borges substituiu Ronald e deslocou Warley para a meia direita. É importante destacar mais uma boa exibição do camisa 25 na lateral, sem grandes números de destaque individual, mas com muito comprometimento e aplicação tática. Se Jonathan era titular indiscutível na posição, hoje é difícil imaginar o jogador voltando ao time.

O número maior de opções para as diferentes posições e funções em campo já mostra frutos em campo. Nos últimos jogos, o Botafogo deu sinais claros de evolução e maturidade coletiva. A profundidade no banco também reduziu as substituições injustificáveis de Chamusca. Sem a necessidade de inventar, o treinador dá sequência para as peças certas e repõe apenas para manter o nível de entrega e intensidade. Resta aguardar para observar o desempenho do treinador em um contexto desfavorável.

Análise Botafogo x Remo

Na próxima quinta-feira (17), às 19h, o Glorioso vai até Londrina enfrentar o time da casa para manter a invencibilidade e o lugar entre os quatro primeiros na classificação.

Números do jogo:

Posse de bola – BOT 41% x 59% REM
Passes certos – BOT 226 (72%) x 376 (82%) REM
Cruzamentos – BOT 2/13 (15%) x 4/18 (22%) REM
Bolas longas – BOT 16/55 (29%) X 35/63 (56%) REM
Finalizações – BOT 17 (6 no gol) x 9 (1) REM
Finalizações dentro da área – BOT 7 X 5 REM
Chances claras – BOT 3 x 1 REM
Desarmes – BOT 14 X 18 REM
Faltas – BOT 20 x 23 REM

Fonte: Redação FogãoNET

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