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Análise: defesa frágil e ataque ineficaz marcam derrota do Botafogo para Atlético-GO

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Blog da Redação

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Análise Botafogo x Atlético-GO

Há mais de três meses sem vencer em casa, o Botafogo perdeu para o Atlético Goianiense de virada por 3 a 1, no Nilton Santos. Matheus Babi fez o gol alvinegro. Danilo Gomes, Zé Roberto e Vitor Leque marcaram para o Dragão. O goleiro adversário Jean foi o destaque em nova atuação fraca do ataque botafoguense.

Eduardo Barroca promoveu apenas uma alteração em relação aos titulares que enfrentaram o Santos no último domingo. O jovem Matheus Nascimento, de 16 anos, entrou no lugar de Kelvin para formar um trio de atacantes com Matheus Babi e Pedro Raul. A aposta na joia da base alvinegra atendeu aos pedidos da torcida por mais chances para as pratas da casa, jogadores com maior identificação com o clube e com algo a provar em meio a um grupo de atletas desinteressados.

Diego Loureiro, após exibição segura no último domingo, mereceu ser mantido no gol. A saída de Kelvin também foi justa, uma vez que a formação com o camisa 37 e Bruno Nazário abertos não deu qualquer indicação de que funcionaria. Partindo da faixa central, Nazário foi mantido e desperdiçou mais uma chance de mostrar que pode ser o meia de ligação com o ataque do qual o Botafogo tanto sente falta.

Análise Botafogo x Atlético-GO

Apesar do pouco futebol apresentado na partida contra o Santos, a repetição de quase toda a equipe titular indica que o treinador gostou de algo que viu. Por mais que algumas escolhas sejam questionáveis e provoquem justas reclamações de torcedores, acreditar e dar sequência a um 11 inicial é uma alternativa mais consistente para conseguir algum padrão de jogo que promover alterações aleatórias a cada novo jogo.

Desde os primeiros minutos, o Botafogo teve uma estratégia definida: aproximar o trio ofensivo por dentro para buscar triangulações curtas. Bruno Nazário e os dois laterais deveriam chegar para povoar o campo de ataque alvinegro. No entanto, mais uma exibição frouxa do meia e a timidez no apoio por parte dos laterais, sobretudo de Victor Luis, dificultaram a criação de jogadas da equipe. Montado para jogar em um 3-2-5 com a bola, com Caio Alexandre entre os zagueiros e Kevin e Victor Luis atacando a última linha para criar superioridade numérica, poucas vezes o lateral esquerdo foi visto cumprindo sua função ofensiva.

Análise Botafogo x Atlético-GO

Sinal da pouca efetividade do jogo do Glorioso pelas pontas é o número baixo de jogadas de linha de fundo em um time com três atacantes altos. Do banco, as instruções de Barroca a todo momento eram endereçadas aos laterais. “Passa, Victor” e “ataca o espaço, Kevin” foram ouvidos em looping. Zé Welison, sem função na saída de bola da equipe, foi outro alvo dos gritos do treinador.

Sem a bola, coube a Matheus Nascimento o trabalho de recompor pelo lado direito a linha de quatro junto aos meio campistas. Se com a bola fez partida discreta, o garoto entregou muita intensidade e comprometimento na marcação durante todo o tempo em que esteve em campo. Preocupado com a transição rápida do adversário, poucas vezes o Botafogo subiu a marcação e preferiu esperar com as linhas bem definidas dentro do próprio campo.

Análise Botafogo x Atlético-GO

Em um jogo de muito suor e pouca inspiração, ficou novamente evidente a pouca criatividade do ataque alvinegro. As melhores chances de gol surgiram em bolas levantadas para a área para Marcelo Benevenuto e Babi que pararam em ótimas intervenções do goleiro adversário. O gol de Matheus Babi, aos 17 minutos do segundo tempo, surgiu em um contra-ataque de rara velocidade e intensidade.

Análise Botafogo x Atlético-GO

Contudo, mais uma vez o Botafogo foi incapaz de sair do jogo sem sofrer gols. Em apenas quatro dos 31 jogos do campeonato o time não teve a meta inviolada. Desde o empate com o Goiás, em outubro, a defesa alvinegra não consegue defender o zero no placar. A segunda pior defesa do campeonato, com 49 gols sofridos, não dá qualquer esperança ao torcedor botafoguense. Mesmo em jogo em que o adversário pouco ameaçava, em um bate rebate chegou ao empate. Os outros gols surgiram sem muito esforço, enquanto o jogo coletivo do Alvinegro desaparecia em campo.

Soma-se aos problemas defensivos a já exaustivamente relatada dificuldade do ataque em balançar as redes. A cada rodada, a estatística de finalizações necessárias para marcar um gol aumenta. Contra os goianos foram 17 chutes a gol, cinco na meta. As duas chances claras que o time teve foram desperdiçadas. Sem tirar os méritos da boa atuação de Jean, continua impressionando, jogo após jogo, a incapacidade do ataque alvinegro para marcar gols.

Análise Botafogo x Atlético-GO

Domingo, o Botafogo irá a São Januário enfrentar o Fluminense em jogo da 32ª rodada. Mais um passo na direção do precipício que aguarda o Glorioso.

Números do jogo:

Posse de bola – BOT 48% x 52% ATL
Passes certos – BOT 289(79%) x 322(83%) ATL
Cruzamentos – BOT 5/15 (33%) x 2/21 (14%) ATL
Finalizações – BOT 17 (5 no gol) x 14 (5) ATL
Chances claras – BOT 2 x 2 ATL
Faltas – BOT 18 x 14 ATL

Fonte: Redação FogãoNET

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