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Análise: sem articulação no meio-campo, Botafogo não cria e é presa fácil para o Fluminense

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Blog da Redação

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Rickson - Fluminense x Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

Precisando da vitória para se manter vivo no Cariocão, o Botafogo perdeu por 1 a 0 para o Fluminense e não tem mais chances de classificação no campeonato. Foi a segunda eliminação da equipe em três dias. O Glorioso voltou a apresentar sérios problemas na organização de jogadas e pouco ameaçou a defesa adversária.

Depois da eliminação prematura na Copa do Brasil, cresceu a pressão sobre Marcelo Chamusca por um rendimento melhor da equipe. A cobrança resultou em mudanças na escalação do Glorioso para o clássico. Escolhas criticadas do treinador nas últimas partidas perderam a posição de titular. Na lateral esquerda, Paulo Victor entrou no lugar de Rafael Carioca. Luiz Otávio daria lugar a Rickson no meio-campo, mas o volante voltou ao time porque Kayque sentiu uma lesão no aquecimento. Após sofrer uma concussão contra o ABC, Matheus Frizzo, segundo jogador com mais passes certos no campeonato, ficou fora por precaução.

A entrada de Ronald indicou uma mudança de postura. Contra um adversário que gosta de jogar com a posse de bola, Chamusca escalou o ponta de 24 anos, que tem a velocidade como principal característica, para explorar um jogo direto em contra-ataque. Em partidas anteriores contra defesas fechadas e bem postadas, o jogador demonstrou dificuldades em desenvolver seu jogo em um estilo mais associativo e posicional.

Análise Fluminense x Botafogo

O cenário imaginado pelo treinador alvinegro se desenhou desde o primeiro minuto. O Fluminense controlou o jogo com intensidade na marcação alta, passes curtos e rápidos e muita movimentação, mas não incomodou Douglas Borges. Nos primeiros dez minutos de jogo, mesmo com domínio absoluto da posse de bola, o Tricolor já registrava dez desarmes na partida. Recuado e sem conseguir conectar contra-ataques, o Botafogo somente se defendeu até a parada técnica, quando tinha 34% de posse. Depois da conversa com Chamusca, o time tentou colocar a bola no chão e jogar de forma mais coletiva, mas esbarrou sempre nas limitações de um meio-campo tecnicamente fraco e incapaz de sustentar um jogo baseado em troca de passes.

A defesa alvinegra sustentou bem a tentativa de pressão que o Fluminense ensaiava. As duas linhas de quatro foram compactas e não ofereceram espaço para o adversário, interceptando as tentativas de tabelas e triangulações. O jovem Kayky foi o único ponto de desequilíbrio que preocupou a marcação do Botafogo em jogadas individuais. Na frente, Ricardinho e Matheus Nascimento correram bastante, mas, descoordenados, não conseguiram pressionar de forma efetiva a saída de bola adversária.

Mais uma vez adiantado, Ricardinho pouco participou do jogo no primeiro tempo. Tentou somente 11 passes e errou três. Isolado no ataque, Matheus Nascimento lutou sozinho contra a forte defesa tricolor e foi o jogador alvinegro que menos tocou na bola, com apenas três passes certos em toda a primeira etapa. Rickson, Ronald e Marco Antônio completaram a lista de jogadores alvinegros com menos posse de bola e passes trocados, retrato de um time sem qualquer organização e aptidão para articular jogadas ofensivas.

No retorno do intervalo, Felipe Ferreira entrou no lugar de Marco Antônio. Depois de uma boa chance do Botafogo em que Rickson por pouco não conseguiu completar para o gol, o Fluminense abriu o placar com uma das jogadas mais fortes do time, a bola parada. Nenê levantou a bola na área e o zagueiro Nino se antecipou e cabeceou para as redes. O gol desestabilizou o Alvinegro que errou muitos passes em sequência e quase entregou o segundo. A exemplo do que ocorreu na última temporada, o Botafogo continua sentindo demais os gols sofridos e mostrando pouco poder de reação.

Análise Fluminense x Botafogo

Sem grandes alternativas para mudar o ataque, Marcelo Chamusca colocou Marcinho como atacante no lugar de Matheus Nascimento. Warley substituiu Ricardinho. A formação sem um atacante fixo preencheu o meio-campo alvinegro, mas não corrigiu a falta de profundidade do ataque que pouco incomodou a defesa tricolor. O resultado foi um aumento significativo na posse de bola no segundo tempo, no entanto, sem criar nenhuma situação clara de gol. Já na reta final, Gabriel entrou no lugar de Jonathan para servir de referência no ataque.

O Botafogo acertou o primeiro e único chute na direção do gol defendido por Marcos Felipe aos 47 minutos do segundo tempo. O time começou a décima rodada do Estadual com o segundo pior aproveitamento em finalizações do campeonato, a frente apenas do lanterna Macaé. Apenas 28% dos remates alvinegros encontraram a direção do gol. Para efeito de comparação, o Fluminense lidera essa estatística com 44%. Do outro lado, os adversários conseguem chegar no gol defendido por Douglas Borges, o quarto goleiro com mais defesas no Cariocão, o primeiro entre os quatro grandes com média de cinco defesas por jogo.

Análise Fluminense x Botafogo

Já eliminado, o Botafogo se despede da edição de 2021 da Taça Guanabara contra o Macaé, no próximo domingo (25), no Nilton Santos.

Números do jogo:

Posse de bola – BOT 49% x 51% FLU
Passes certos – BOT 378 (91% acerto) x 470 (92%) FLU
Bolas longas – BOT 4/20 (20%) X 8/21 (38%) FLU
Cruzamentos – BOT 1/7 (12%) x 3/27 (11%) FLU
Finalizações – BOT 7 (1 no gol) x 8 (3) FLU
Desarmes – BOT 13 X 23 FLU
Faltas cometidas – BOT 15 X 19 FLU

Fonte: Redação FogãoNET

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