Está provado, de novo. Com a nossa torcida em peso, empurrando, é difícil vencer o Botafogo. Nossa torcida é uma fortaleza. Nesta quinta-feira, mais uma vez, vivemos um dia inesquecível e fizemos uma festa de dar inveja aos nossos rivais, diante do Nacional-PAR. Não há torcida tão apaixonada quanto a do Glorioso.

E foi ainda mais especial. Com ingressos a preços populares, vimos de volta ao estádio pessoas que há muito tempo não compareciam. Famílias inteiras. Muitas mulheres. Crianças aos montes. Ver um pequeno alvinegro cantando com brilho nos olhos é de emocionar. Havia muitas pessoas que pela primeira vez visitaram nosso Niltão.

A iniciativa da diretoria do Botafogo de baixar o preço dos ingressos foi necessária e louvável. Mas, mais uma vez, como cansamos de ver, parece que nossos dirigentes não acreditam na própria torcida. O que vimos novamente foram filas intermináveis. Pessoas entrando com 30 minutos de jogo. Confusão, empurra-empurra, até spray de pimenta.

Situação flagrada pela reportagem do FOGÃONET às 19h27 no setor Oeste

“Torcida tem que entrar cedo”, pedem nossos cartolas. Mas o jogo começou às 19h30. E a galera que trabalha até 18h? Tinha gente que ficou quase uma hora na fila. Um membro da nossa equipe de reportagem chegou ao Estádio Nilton Santos às 18h45 e só conseguiu entrar aos 15 minutos do primeiro tempo (19h45). Sem furar a fila, como tantos fizeram sem ninguém coibir.

E o que mais impressiona: sócio-torcedor não teve qualquer benefício no setor Oeste. Ao contrário do que foi na Libertadores, não havia acesso exclusivo. Ou seja, o sujeito adere ao plano de sócio para ter o benefício, paga mensalmente um valor, e chega na hora e não tem qualquer vantagem. Pegou a mesma fila de quem nunca contribuiu.

A sorte dos dirigentes alvinegros é que a torcida do Botafogo, em sua imensa maioria, é cordial. Quando o jogo começou, os funcionários começaram a liberar os acessos sem qualquer tipo de conferência. Sócios mostraram a carteirinha e, mesmo que não tivessem carregado o ingresso nela, entraram, porque não havia sistema. Os acessos todos entupidos. A revista, em cima da hora, ficou em segundo plano. Teve queda de energia, mas outras ações poderiam ter sido tomadas para evitar tumultos.

Outra coisa que chamou a atenção. Torcedores estavam sendo obrigados a descartar no lixo simples bandeiras do Botafogo, a pedido dos agentes de segurança. Ninguém podia entrar com bandeira. Não é bandeira com mastro, não. Qualquer bandeira. Se foi uma orientação da Conmebol, por que o Botafogo não avisou à torcida? Enfim, mais uma falta de respeito.

Apesar de tudo, somos teimosos e vamos continuar fazendo a nossa festa. Só pedimos que os dirigentes zelem mais por nosso maior patrimônio: a torcida. Se virem. Coloquem mais roletas, contratem mais gente para ajudar nos acessos. Mas não joguem a culpa no torcedor como costumam fazer. Não é razoável ficar uma hora na fila para entrar num estádio tão bonito e novo como o Nilton Santos.

Saudações alvinegras!