Valdo Cândido de Oliveira Filho. Um craque que fez história no futebol brasileiro, em Portugal e na França, jogador de Seleção Brasileira e de Copa do Mundo. Sabia que ele hoje é técnico da seleção de Congo? E guarda com carinho especial a passagem pelo Botafogo, do qual não é exagero falar que foi um dos símbolos do resgate alvinegro.

Em entrevista ao site “Hoje em Dia“, em julho de 2019, Valdo mostrou orgulho do que fez no Botafogo.

– O Botafogo foi talvez a maior experiência que eu tive no futebol. Porque eu cheguei lá com 39 anos, com um convite do Levir Culpi e do finado Bebeto de Freitas para tentar resgatar o nome do clube, que tinha caído de divisão. Fizemos realmente um grupo, uma família, onde realmente nos ajudávamos. Às vezes, um jogador não ia treinar porque tinham cortado a luz, então fazíamos uma vaquinha para ajudar a pessoa em questão, e assim fomos criando realmente um ambiente de família, e no campo a gente jogava bola – lembrou.

Resgate da dignidade até com o braço quebrado

Valdo chegou ao Botafogo em 2003, após passagens pelo Juventude e pelo São Caetano. Longe da juventude, aos 39 anos, o craque entregou credibilidade, experiência, categoria e amor à camisa, em um dos períodos mais difíceis da história do clube.

O desafio era retornar para a Série A do Campeonato Brasileiro, em uma época que apenas dois clubes subiam, sendo que entre os concorrentes estavam Palmeiras, Sport, Remo, Náutico, Santa Cruz, Ceará, Brasiliense, Portuguesa e América-MG, entre outros.

Fundamental na Série B, Valdo marcou seu primeiro gol pelo clube cobrando falta em goleada por 4 a 1 sobre o Remo, no primeiro quadrangular decisivo. No quadrangular final, porém, o meia quebrou o braço e virou preocupação. Com o braço quebrado, colocou uma proteção e jogou até o Botafogo subir, na vitória por 3 a 1 sobre o Marília.

– Nós ainda podemos, temos esse pequeno dom de tornar a vida dessas pessoas um pouco mais feliz, pelo menos por algumas horas, minutos ou dias – afirmou Valdo após o jogo à TV Globo.

Erguido com um troféu na aposentadoria

Em 2004, o Botafogo precisava se manter na Série A, por questões esportivas, financeiras e morais. Valdo, aos 40 anos, planejava se aposentar, mas queria deixar o clube na elite.

Com emoção até a última rodada, o Botafogo segurou empate em 1 a 1 com o Atlético-PR, vice-campeão brasileiro, na Arena da Baixada e se manteve na Primeira Divisão. Valdo foi carregado como um troféu pelos companheiros, por ser um símbolo daquele Botafogo.

 

Aventura no Congo

Após se aposentar, Valdo virou treinador e teve início por clubes pequenos no Brasil, como União Rondonópolis, Metropolitano Maringá e Serra Macaense. Foi morar na França, onde foi convidado para participar da organização de um torneio no Congo. Quando descobriram que o craque era treinador, recebeu convite para comandar a seleção sub-20 do país em fevereiro de 2017. Em junho de 2018, se tornou técnico da seleção principal.

Carinho eterno pelo Botafogo

Valdo não esconde sua paixão pelo Botafogo. A última visita pública ao clube foi em 2015, coincidentemente outro ano em que o Alvinegro subiu para a Primeira Divisão. No último mês, Valdo fez três postagens exaltando o Fogão.

Veja gols de Valdo pelo Botafogo:

 

Fonte: Redação FogãoNET