Matheus Nascimento é um fenômeno na base, não está pronto para o profissional, mas é preciso ter paciência no Botafogo

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Matheus Nascimento é um fenômeno na base, não está pronto para o profissional, mas é preciso ter paciência no Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

* A chance desperdiçada no fim que poderia ter dado o empate ao Botafogo contra o Corinthians, no último sábado, reacendeu o debate sobre Matheus Nascimento. Como é comum entre torcedores, há reações mais exageradas e em tom excessivamente crítico, ao passo em que também há quem o defenda. O ponto-chave é paciência.

* Primeiro para analisar a oportunidade. Após ótima jogada de Lucas Fernandes e cruzamento na medida, a bola chegou na cabeça de Matheus Nascimento. Cássio ameaçou sair, mas voltou, fechando bem o espaço. Apesar de o centroavante estar sozinho, o lance não era tão simples: poderia cabecear forte para o chão ou com um toque sobre o alto goleiro. A cabeçada até saiu na direção do gol, mas sem tanta força, facilitando a defesa.

* O que pesa contra Matheus Nascimento é que está em seu terceiro Campeonato Brasileiro (dois de Série A e um de Série B) e ainda não tem gol nestas competições. Contudo, foram poucos jogos (29), com raras chances como titular (nove). E ele tem apenas 18 anos. De novo: é preciso ter paciência.

* Quantos centroavantes se destacam com apenas 18 anos? É possível citar Marcos Leonardo, do Santos, que tem 19. Mas não é todo mundo que chega no profissional e confirma rapidamente a expectativa. O tempo de maturação de cada um é diferente.

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* O que parece, antes por necessidade, é que houve erro de avaliação ou aposta equivocada do Botafogo no tempo de subir Matheus Nascimento. Estreou no time principal com 16 anos, foi titular com 17 na reta final da confusa temporada de 2020, entrou em furadas na Série B de 2021 e agora está jogando em uma equipe com enorme dificuldade na construção, com carência de um camisa 10 e pontas mais consistentes. Não seria fácil para qualquer centroavante.

* Enquanto isso, na base seguiu como um fenômeno, seja quando desceu para jogar pelo Botafogo ou quando foi convocado para seleções brasileiras de formação. Matheus Nascimento precisa dar um passo de cada vez. Mal atuou no sub-20, onde poderia estar se destacando. Pelo potencial, até no sub-23 (ou aspirantes) poderia estar brilhando. Mas, no profissional, encontra dificuldades, por ainda ser um menino, por ser franzino, por estar abaixo fisicamente que os defensores rivais e por, talvez, estar até faltando confiança. Ao mesmo tempo, está em processo de renovação de contrato, que pode influenciar (tomara que renove).

* O jogo do Botafogo pede um centroavante mais forte, que ganhe a primeira bola, vença disputas com zagueiros, tenha velocidade para atacar o espaço e precisão na definição. Era Erison no início do Campeonato Brasileiro, mas o atacante ainda não reencontrou a melhor forma técnica desde que se lesionou. O caminho parece ser contratar um centroavante para ser titular e ter Erison como opção. E Matheus Nascimento?

* Vai crescer podendo observar um centroavante experiente, vai ter menos pressão e poderá “descer” para jogar, seja no sub-20 ou no sub-23, ou ter chances pontuais no profissional. Não pode ser descartado, mas precisa ser lapidado para a hora certa de ser titular no Botafogo, que definitivamente não é esta. Com tempo, paciência e sem queimar etapas, ainda vai poder dar muitos frutos.

Fonte: Redação FogãoNET

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