Pitacos: alterações de Luís Castro não fizeram sentido em Botafogo x América-MG; faltou coragem para vencer

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Pitacos: alterações de Luís Castro não fizeram sentido em Botafogo x América-MG; faltou coragem para vencer
Vitor Silva/Botafogo

* Entre o copo meio cheio e o copo meio vazio, o Botafogo segue em evolução, mas deveria ter vencido o América-MG, neste domingo, no Estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro. Faltou coragem e ousadia no segundo tempo. E faltou também Luís Castro mexer melhor.

* Não se trata de vilanizar ou de querer culpar apenas o treinador. Ainda que o processo seja de montagem, o fato é que ele tem em mãos o melhor elenco do Botafogo nos últimos anos, mais estrutura que antes, salários em dia, opções e mais empolgação da torcida. Mais de 32 mil botafoguense saíram frustrados do Estádio Nilton Santos.

* Imagine se fosse o Botafogo que tivesse perdido o melhor jogador do time na semana da partida? O América-MG viu Pedrinho ser negociado e não usou isso como desculpa em momento algum. Fez jogo honesto (apesar do excesso de faltas e de cera) e saiu com um ponto.

* Já o Botafogo não soube vencer a partida. Mesmo que Matheus Cavichioli tenha feito boas defesas, era para o time alvinegro criar mais, produzir mais e finalizar mais. Pressionar o adversário e sair com a vitória.

* O que chamou mais atenção foram as alterações (e as não alterações) de Luís Castro. Precisando vencer, trocou um ponta veloz (Victor Sá) por um meia lento (Lucas Piazon) e um meia criativo (Lucas Fernandes) por um médio ainda fora de ritmo (Gabriel Pires). Quando tinha que colocar mais intensidade e energia no jogo, chamar a torcida, acabou com a equipe. Travou tudo e diminuiu a chance de ganhar, contra um adversário que deu apenas um chute no gol nos 90 minutos.

* Preocupou também Luís Castro ter feito apenas duas alterações. Ora, não havia situações treinadas para esse tipo de jogo? Era plenamente plausível imaginar uma partida amarrada, empatada no segundo tempo e que o Botafogo necessitasse de alternativas para ir atrás dos três pontos. Por que não usou os atacantes que tinha à disposição (Júnior Santos, Matheus Nascimento e Luis Henrique)? Dariam até um desafogo a Eduardo, Jeffinho e Tiquinho Soares, que já estavam desgastados.

* Sendo repetitivo, mas se Luís Castro não confia nos atacantes que têm como opção, não faz sentido algum ter liberado Erison. Era o atacante que mais entregava gols, disposição e ímpeto ofensivo, ainda que tivesse limitações técnicas. Ele poderia achar o gol que o Botafogo precisava, mas o clube preferiu que fosse para o Estoril. Vai entender.

* Em relação à evolução, é interessante ver que o time se protegeu melhor, pouco sofreu danos, controlou a bola em boa parte do jogo e criou algumas chances. Mas segue sendo uma melhora lenta, que vai custando pontos preciosos e frustrando a torcida. E não dá para contar apenas com 11 iniciais, Luís Castro tem que encontrar opções no elenco, seja para substituir os titulares ou para mudar rumos de partidas.

Fonte: Redação FogãoNET

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