Pitacos: capacidade de adaptação ao jogo do novo Botafogo de Luís Castro merece ser destacada

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Pitacos: capacidade de adaptação ao jogo do novo Botafogo de Luís Castro merece ser destacada
Vitor Silva/Botafogo

* No primeiro turno do Campeonato Brasileiro-2022, muito se criticou o técnico Luís Castro por não jogar de acordo com o adversário e tentar um jogo propositivo sempre, mesmo sem ter peças para tal ou quando o adversário era bem superior. Na arrancada recente, merece ser destacada a capacidade de adaptação do “novo” time às partidas.

* O Botafogo busca seu jogo, de imposição técnica, troca de passes, movimentação e domínio com a bola. Mas não tem a vergonha de se defender e dançar conforme a música quando necessário. Tanto que terminou a vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo com quatro zagueiros em campo.

* Com Luís Castro mais adaptado ao futebol brasileiro, elenco mais encorpado e reforços, o time tem mostrado força mental nos jogos. Defende-se bem, luta no meio-de-campo e aproveita suas chances no ataque. Vence duelos de três pontos contra Coritiba e Goiás, supera um pênalti estranho e arbitragem confusa para derrotar o Avaí, passa por cima da adversidade do gramado encharcado diante do São Paulo no Morumbi.

* São marcas de uma equipe que vai amadurecendo, encorpando e ganhando força. Obviamente, não vai ganhar todos os jogos. Ainda não é boa o suficiente para vencer o Palmeiras, ainda mais tendo derrotas importantes. Mas pode realmente olhar para cima e sonhar com vaga na Libertadores.

* O que tem jogada a dupla Adryelson e Victor Cuesta é impressionante. Não dão vida fácil aos atacantes rivais, ganham tudo por cima, chegam firme por baixo, se impõe. Uma dupla que casou muito bem.

* O principal destaque no jogo com o São Paulo foi Tchê Tchê. Correu muito, roubou bolas, foi ao ataque e sofreu pênalti decisivo. O volante se firmou como pilar do meio-campo da equipe, de forma discreta e eficiente.

* E ter Tiquinho Soares no ataque faz diferença. Tem porte, prende a bola, é inteligente, arma o time e chega para finalizar. Ainda pode concluir mais – precisa a equipe crie para ele -, mas fez três gols nos últimos jogos e vem sendo decisivo.

* Há margem para crescimento de jogadores como Rafael, Lucas Fernandes, Gabriel Pires, Victor Sá e Júnior Santos. Sem contar reservas que vieram com expectativa, mas não se firmaram, como Patrick de Paula e Luis Henrique. Mas já é um Botafogo que dá gosto e vontade de ver, que vai terminar o campeonato tranquilo e sem risco de rebaixamento.

Fonte: Redação FogãoNET

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