Pitacos: Júnior Santos mostra como é importante ter paciência; Botafogo mais respeitado; árbitro perdido

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Blog da Redação

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Júnior Santos em Botafogo x Coritiba | Campeonato Brasileiro 2022
Vítor Silva/Botafogo

* Bastaram o primeiro tempo do jogo do Botafogo com o Juventude e um gol perdido para muitos detonarem Júnior Santos. Ainda que no mesmo jogo tenha feito um gol. Ele voltou a jogar, sem brilho, contra Flamengo e Fortaleza. Mas a grande atuação contra o Coritiba mostra como é importante ter paciência no futebol.

* Paciência para Júnior Santos se ambientar ao Botafogo, se readaptar ao futebol brasileiro após três anos no Japão e poder ser utilizado em uma outra situação. Antes criticado, o atacante saiu aplaudido do Estádio Nilton Santos, pela atuação, pelos dribles, pela força, pela velocidade, pelas duas bolas na trave e pela movimentação. O elenco ganhou mais uma opção.

* Essa mesma paciência é válida de ser adotada com diversos jogadores. Uns vão entrar mais encaixados na equipe, outros vão se ajustar em curto prazo, outros em médio ou longo prazo. Em um elenco em formação e com jogadores em estágios físicos diferentes, o tempo de adaptação tende a não ser tão simples.

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* A vitória do Botafogo foi importante e mostrou que o time já é mais respeitado. Primeiro por ter jogadores mais experientes, de nome e rodagem internacional. Atletas como Victor Cuesta, Marçal, Eduardo e Tiquinho Soares dão mais peso. Outro ponto interessante foi a entrevista de Guto Ferreira, técnico do Coritiba, que rasgou elogios ao time alvinegro, listou virtudes e fez até comentários individuais. Sinal de respeito.

* Luís Castro, em movimento que não tem sido frequente para ele, trocou três jogadores no intervalo. Mostrou coragem, ousadia e ter outro plano de jogo treinado para o caso de o primeiro não dar certo. Bola dentro, até porque faltou isso no empate com o América-MG. Muitas vezes uma iniciativa de treinador muda os rumos de uma partida. No Botafogo, Luís Castro não tem substituído rapidamente nem reagido as alterações do adversário. Desta vez, foi diferente.

* Por fim, a atuação de Paulo Cesar Zanovelli da Silva foi confusa e cheia de erros. Para piorar, o que já era ruim foi potencializado por Paulo Cesar Oliveira, na Central do Apito. Ele foi enérgico ao reclamar de lance de falta marcada de Alef Manga em Adryelson, em bola que sobraria para Bruno Gomes na área contra Gatito. Ao chamar atenção apenas para esta jogada, o ex-árbitro passou a impressão que o Coritiba foi prejudicado e o Botafogo beneficiado. Não foi o que aconteceu.

* Basta lembrar que, no primeiro tempo, Tiquinho Soares recebeu lançamento longo de Saravia, tomou a frente de Luciano Castán, que tentou conter o centroavante com o braço e acabou caindo. Era chance de gol, o árbitro marcou faltou equivocadamente e Central do Apito ainda assinou embaixo. Um horror. E ainda teve Eduardo levando cartão amarelo por falta que não fez. Ou jogo perigoso sendo apontado quando deu uma bicicleta na área. Nem o árbitro e nem os ex-árbitros, hoje comentaristas, têm critérios claros.

* A vitória do Botafogo só não pode mascarar erros nem fazer pensar que está tudo certo. Há jogadores precisando melhorar, como Saravia, outros que podem render mais, como Tchê Tchê e Lucas Fernandes, e outros que necessitam de ajustes na tomada de decisão, como Jeffinho. Além de outros ainda buscando ritmo, como Gabriel Pires, Danilo Barbosa e Gustavo Sauer. Na base da qualidade técnica, mais encorpado e mais azeitado como time, o Botafogo vai se fortalecendo e podendo olhar mais para cima, mas sem deixar de se manter alerta para a parte de baixo.

Fonte: Redação FogãoNET

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