Pitacos: Luís Castro falou a verdade, mas não pode abrir deficiências do Botafogo publicamente; o que há com Kanu e Chay?

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Blog da Redação

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Luís Castro em América-MG x Botafogo | Copa do Brasil 2022
Reprodução/SporTV

* Futebol é esporte de competição, ser superior ao adversário, criar chances, impor ritmo e travar o rival. Em um duelo decisivo de Copa do Brasil, o mínimo que se espera é competitividade. Como explicar que o Botafogo que perdeu de 3 a 0 para o América-MG fez apenas seis faltas? Aqui não é defender antijogo, jogo feio ou deslealdade. Mas falta está prevista na regra, pode ser punida ou não com cartão, todos os times fazem. Nem que seja para desacelerar o adversário ou para sua própria equipe se organizar. O Botafogo não faz faltas, não para jogadas e pouco desarma (10 desarmes no jogo). Ou seja, é um time que não joga e que deixa jogar.

* O Botafogo permitiu transição, velocidade, dribles e finalizações. E ainda esteve péssimo na bola parada e nos cruzamentos. O 3 a 0 pode até ter ficado barato. Embora, com mais sorte, o Botafogo pudesse ter feito um ou dois gols, o que daria mais equilíbrio à disputa.

* Luís Castro não está errado em pensar que seu time é o que terminou a Série B do ano passado, com ou outro reforço. Mas está errado em externar, em falar publicamente. Joga pressão nos próprios jogadores, cobra a diretoria, parece se esquivar da responsabilidade. Sendo “time de Série B” ou não, não justifica derrotas para Goiás e Avaí, atropelo do América-MG ou mais de 80% de posse de bola do Fluminense.

* De fato, o Botafogo tem desfalques demais. O preocupante é que não há indicação de que o retorno dos jogadores esteja próximo. A janela só abre no dia 18 de julho e quem chegar ainda vai precisar entrar no ritmo e pegar entrosamento. Então, o tempo é de ir “sobrevivendo”, arrumar pontos no Campeonato Brasileiro e se segurar na Copa do Brasil. Esta segunda ficou mais difícil, o time se abriu, se expôs e voltou com 3 a 0 contra.

* Pior do que ser “time de Série B” é que jogadores que foram líderes e referências na última Série B estão muito mal. Casos, por exemplo, de Kanu e Chay. O zagueiro vive fase ruim, perde disputas aéreas, se enrola para sair jogando, não “zera” as jogadas, deixa a bola viva com a zaga desarrumada, corre para trás em vez de encurtar espaços. Já o meia está com enorme dificuldade em construir no nível de Série A, em se adaptar à velocidade do jogo e, principalmente, a marcar como o time precisa. Jogando aberto pela esquerda, foi uma presa fácil para Patric. Como já havia sido para Samuel Xavier.

* O Botafogo precisa se organizar, se cobrar internamente e se explicar. Por que o clube, através de seu Núcleo de Saúde e Performance, não fala mais sobre as situações de jogadores lesionados? Por que Jorge Braga foi surpreendido ao ser retirado do posto de representante na CBF e na Ferj? Por que o jovem Kayque, já substituído, que teve que dar entrevista após a derrota para o América-MG? É tempo de assumir responsabilidades.

Fonte: Redação FogãoNET

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