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Pitacos: o que se passa na cabeça de Marcelo Chamusca no Botafogo? Difícil entender

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Blog da Redação

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Marcelo Chamusca - Botafogo x Coritiba - Série B
Vitor Silva/Botafogo

* Marcelo Chamusca tem quatro meses como técnico do Botafogo. Já era para ter dado tempo de entender o perfil do clube, a torcida e, principalmente, seu elenco. Mas até hoje é uma incógnita saber o que esperar do treinador.

* A começar pelas entrevistas, Chamusca irrita o torcedor em diversas declarações. Após a derrota para o CRB, avaliou seu trabalho como “positivo” e disse que o time “controlou o jogo”. Alguém precisa avisar ao técnico que positivo no futebol é vencer jogos e conquistar títulos. Com ele, o Botafogo foi eliminado precocemente do Campeonato Carioca e da Copa do Brasil. Na Série B, em um quarto da competição, está apenas em nono.

* Sobre “controlar o jogo”, o treinador precisa entender que essas estatísticas não ficam na história, não são lembradas nem garantem acesso para a Série A. O que é preciso é conquistar pontos. Não adianta o Botafogo dominar 99% de um jogo e não ser capaz de vencer, se no outro 1% o adversário é que marca. Tem sido difícil o time alvinegro fazer gols e fácil demais ser vazado.

* Se o discurso de Chamusca é de otimismo e, de certa forma, conformismo, como esperar algo diferente do time? Os jogadores devem acabar acreditando no treinador e ficando satisfeitos com a atual campanha.

* No time, há diversas indagações e incoerências. Diego Loureiro terminou bem o último Campeonato Brasileiro a ponto de o Botafogo renovar seu contrato até 2024. Por que teve apenas um jogo disputado nesta temporada? Agora, o titular Douglas Borges comete erros seguidamente e sequer se sabe se o reserva está pronto para atuar. Douglas joga preso dentro do gol, com dificuldade para sair, tem problemas de posicionamento e rebate muitas bolas para a frente. Virou problema nos últimos jogos.

* Por que Warley perdeu a vaga? Não faz sentido ele ir bem na lateral seguidas vezes e ficar no banco para Daniel Borges, que nada apresentou. Warley entrou como ponta e terminou como lateral contra o Avaí, fazendo o cruzamento do gol de Marco Antônio. No jogo seguinte nem entra? Como dar moral e sequência assim?

* Marco Antônio fez o gol de empate sobre o Avaí. Era de se esperar que ganhasse mais tempo contra o CRB. Quem entrou de titular foi Felipe Ferreira. Cadê a lógica? Por mais que possa falar em questão tática para substituir Ronald, Felipe também não é um grande ponta, não tem velocidade e dribles. Ronald, que aliás, só foi entrar no segundo tempo, quando o Botafogo estava perdendo e o adversário fechado, em vez de ser acionado quando havia mais espaços para correr.

* Por que Chamusca muda o time após vitórias? Alguém consegue entender? O Botafogo venceu Coritiba e Remo com Guilherme Santos pelo meio, o que – apesar da fase técnica dele não ser boa – dava mobilidade e pegada à equipe, deixando PV e Chay mais livres para jogarem com a bola. Na partida seguinte, o treinador voltou com Pedro Castro e empatou com o Londrina. Já após bater o Vitória, o treinador foi de Barreto como substituto do suspenso Chay e ficou no empate com o Avaí. Por que não Marco Antônio, para manter o estilo da equipe?

* Chamusca reclama da falta de tempo para treinar. Em parte tem razão, porque dos nove jogos do Botafogo na Série B, oito foram com viagem (seis fora de casa e dois em Volta Redonda). Então por que muda tanto a característica da equipe? O que explica do nada ir com três volantes? É claro que, em uma dura sequência de jogos, é preciso segurar alguns jogadores, poupar, para evitar lesões. Mas trocar o estilo do time não faz muito sentido.

* Outra característica de Chamusca que incomoda é mudar o time para “inserir” os reforços rapidamente. Antes mesmo de os jogadores estarem entrosados e adaptados, já vão para as partidas, mudando a dinâmica de jogo. Há exceções que dão certo, como Luís Oyama e Chay. Mas outros acabam rendendo menos do que podem, como Daniel Borges, Diego Gonçalves, Barreto etc. Ou o exemplo clássico da barração de PV para colocar Rafael Carioca, totalmente fora de forma e ritmo, na eliminação para o ABC na Copa do Brasil. Ou a insistência inicial em Ricardinho.

* O mesmo vale para Rafael Moura. Não está pronto fisicamente, ficou quatro meses sem jogar. Não era o caso de o Botafogo o colocar para fazer uma espécie de pré-temporada sozinho antes de estrear? Entrou em duas semanas, até hoje não está no seu melhor. Chamusca vai dando mais tempo de jogo, mas o time perde sem Rafael Navarro na frente e pouco consegue fazer a bola chegar ao He-Man.

* Já outros jogadores, que foram úteis em determinados momentos, “sumiram” com Chamusca. O único com motivo explicado é Ênio, por ter jogado pelo Bob Marley F.C. contra o Raça Negra em torneio de pelada, mas ainda assim tinha espaço no time principal, pelas características. Já Matheus Frizzo, Kayque e Cesinha ninguém nem fala mais. Sem contar o caso de Rickson, que renovou até o fim do ano e nunca mais foi utilizado.

* Com uma pressão crescente, Chamusca só vai controlar o fogo agora se conquistar resultados positivos. Discursos, estatísticas e desempenho não bastam. O treinador vai precisar dar resposta já no jogo com o Cruzeiro, sábado, no Estádio Nilton Santos, para provar que pode fazer o Botafogo retornar à Série A.

Fonte: Redação FogãoNET

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