Pitacos: por que o Botafogo não decola? Por que semana cheia não vira vantagem?

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Pitacos: por que o Botafogo não decola? Por que semana cheia não vira vantagem?
Vitor Silva/Botafogo

* O tropeço no empate em 2 a 2 do Botafogo com o Juventude, neste domingo, novamente dividiu opiniões, na torcida e na imprensa. É preciso mais paciência ou já houve paciência demais? Fato é que já se passaram 23 jogos do Campeonato Brasileiro e a água está subindo perigosamente.

* Apesar de Luís Castro não olhar para baixo, a torcida olha. E vê o Botafogo perdendo posições a cada rodada e podendo se aproximar da zona de rebaixamento. Por outro lado, olhando para a frente, fica a preocupação de uma tabela mais complicada por vir e de jogos com caráter decisivo.

* Por que o Botafogo não decola? Essa é a principal pergunta a ser respondida por Luís Castro e pelo departamento de futebol. É uma remontagem do elenco, chegada de reforços, jogadores em níveis físicos diferentes, desfalques, OK. Mas todos os clubes têm problemas. O Juventude, por exemplo, perdeu três jogadores por lesão diante do Botafogo. O Ceará também. E conseguiram empatar os jogos.

* É possível entender que o projeto do Botafogo está em evolução e é a longo prazo. Mas também é possível crer que já houve tempo suficiente para o time se portar melhor e obter mais resultados. Ainda não há solidez defensiva – muito pelo contrário -, há dúvidas no meio-campo e o ataque não é efetivo. Não se tem uma consistência ou indicativos claros de que será uma equipe confiável.

* Ainda assim, há alguma esperança. De que o time vai se encaixar, de que jogadores vão evoluir, de que os reforços vão se adaptar rapidamente. O problema é: só faltam 15 rodadas. Não dá mais para adiar.

* Aí entra outra pergunta: por que semana cheia não vira vantagem? É o que todo treinador quer, tempo para trabalhar, armar o time, criar jogadas ensaiadas, mecanismos defensivos e ofensivos, ajustar a bola parada. No Botafogo, semana para treinos vira até problema por lesões. A equipe perdeu Daniel Borges, Erison e Matheus Nascimento para o jogo com o Juventude. E não mostrou grande evolução.

* Pela diferença de qualidade técnica individual, teve mais a bola e mais chances que o adversário. Mas coletivamente não foi bem. Muito exposto defensivamente, foi ameaçado e sofreu gols fáceis. No ataque, abusou de cruzamentos na área e dependeu bastante da criatividade de Jeffinho, que construiu os dois gols. O jogo ofensivo do Botafogo foi mais individual que coletivo, o que preocupa.

* No fim, a partir dos 30 minutos do segundo tempo, o Botafogo ainda parecia cansado, sem gás para buscar a vitória. Isso tendo feito as substituições. E teve a chance de vencer nos acréscimos, mas Vinícius Lopes errou na tomada de decisão e da conclusão.

* O Botafogo está devendo dentro de campo e precisa ter consciência disso. A responsabilidade é muito colocada em Luís Castro – tem sua parcela -, mas precisa ser dividida também entre os jogadores e o departamento de futebol. Cabe a eles reagir e reconquistar a confiança da torcida, que a cada jogo fica mais desconfiada, sobretudo após ver o time conquistar apenas três pontos quando nove eram perfeitamente possíveis, contra Ceará, Atlético-GO e Juventude.

Fonte: Redação FogãoNET

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