SAF do Botafogo só tem o copo meio vazio? Não é bem assim, há inúmeros avanços que devem ser valorizados

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SAF do Botafogo só tem o copo meio vazio? Não é bem assim, há inúmeros avanços que devem ser valorizados
Vitor Silva/Botafogo

* O respeitado jornalista Paulo Vinícius Coelho, uma das referências na área, causou certa polêmica com texto em tom bastante crítico à SAF do Botafogo nesta terça-feira. Surpreendeu que ele apenas enumerou problemas, não citou os pontos positivos e nem ouviu o outro lado.

* Primeiramente, cabe dizer que PVC tem razão em determinadas críticas, como a confusão para acessar o Estádio Nilton Santos, a bagunçada venda de produtos e as pendências financeiras do fim de 2022. Contudo, está evidente que o clube está atacando estes problemas para resolvê-los. A questão salarial, cujo atraso foi causado por fluxo de caixa, já foi sanada. A entrada no estádio, por mais que tenha sido ruim o que ocorreu domingo, o Botafogo está tentando solucionar com troca de empresa. E a venda de materiais tende a melhorar com a chegada da nova fornecedora (Reebok) e o foco em lojas em 2023.

* Mas a questão maior nem é essa. É que PVC simplesmente ignorou todas as vitórias internas obtidas pelo Botafogo em 2022, após a chegada de John Textor. O jornalista fala em um ano de aprovação da SAF, porém a mesma só começou a gerir a partir de março. E convenhamos que mesmo um ano seria pouco para consertar quase 50 anos de gestões ruins no Botafogo.

* Basta olhar para o elenco do Botafogo para notar a diferença. Ainda não é um grupo multicampeão ou de estrelas, mas tem claramente uma mudança de perfil, com jogadores consolidados, outros com rodagem internacional, com faixas etárias intermediárias e com um técnico estrangeiro de renome. O Botafogo associativo conseguiria manter Jeffinho, por exemplo? Dificilmente.

* O Botafogo quitou dívida histórica de R$ 54 milhões com o município do Rio de Janeiro, pagou mais de R$ 100 milhões em 2022, obteve seu maior patrocínio master da história e o terceiro maior do país atualmente, fechou com a gigante Reebok, melhorou sua estrutura no Lonier, se organizou internamente com a contratação de profissionais de alto nível, montou uma equipe de scout, dobrou o número de sócios-torcedores, voltou a uma competição internacional após seis anos, deu esperança ao torcedor.

* É óbvio que todo botafoguense quer mais, quer ser campeão, quer uma estrutura perfeita, quer serviços melhores. É claro também que alguns pontos poderiam avançar mais rapidamente, mas, de novo, não é simples consertar 50 anos em apenas um. O torcedor alvinegro hoje já compreende o processo e, apesar de também ter pressa, entende que o caminho está sendo trilhado, independentemente de críticas vazias externas que volta e meia aparecem.

Fonte: Redação FogãoNET

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