O Botafogo encerrou a sua participação na temporada e agora é o momento de se fazer um balanço criterioso sobre o elenco de 2018. Justamente para não repetir os erros deste ano, ainda mais em um clube sem dinheiro e com pouca munição na arma que pretende atirar em direção ao mercado.

Não podemos analisar quem deve ficar tomando por base quem pode ser negociado, pois o vaivém do mercado apresenta surpresas. É nítido que o clube precisa vender algum jogador que veio da base, como Igor Rabello ou Matheus Fernandes, para fazer caixa. A esta receita soma-se a saída de vários jogadores do atual plantel, inclusive alguns medalhões com bons salários, como Luís Ricardo e Dudu Cearense. A aposentadoria de Jefferson também foi um alívio financeiro para o Glorioso, não podemos negar.

Algumas peças não falaram a que vieram em 2018. Casos, por exemplo, de Marcelo Baiano, volante muito limitado, e do jovem João Pedro, que parece ter um futebol visto apenas por Alberto Valentim. Renatinho tem talento, mas lhe falta sequência. O fato de chamar pelo nome todos os funcionários do departamento médico faz dele e do menos talentoso Marcos Vinícius peças que não se pode dar ao luxo de ter no plantel com orçamento comprometido.

O lado bom é não sair do zero

O Botafogo não pode se iludir com a arrancada nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Mas ela serve para mostrar que também não é preciso começar do zero. Gatito Fernández no gol; Marcinho na lateral; Joel Carli na zaga; Rodrigo Lindoso, João Paulo e Luiz Fernando no meio podem representar um bom começo na formação do elenco. Isso, logicamente, com jogadores da base caso não sejam negociados, como Igor Rabello e Matheus Fernandes, por exemplo.

O clube deve sim tentar a permanência de Jean. Erik seria uma boa, porém, dificilmente a renovação aconterá.

Para mim o maior dilema são jogadores como Gilson, Moisés, Leonardo Valencia, Kieza, Rodrigo Pimpão, Rodrigo Aguirre e Brenner. É lógico que no mercado existem melhores opções. O x da questão é: se for para trazer pior, melhor deixar eles por lá. Foi o que escrevi há alguns posts. Léo Valencia, por exemplo, não é brilhante. Porém, é útil na bola parada e por ele passaram várias jogadas ao longo do ano. A criatividade sem ele cai consideravelmente. Mas há um mundo lá fora com jogadores mais criativos. Ou seja, contratar é preciso, porém, com eficiência…. E você torcedor, qual a sua opinião?

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