O Botafogo que se cuide. A administração de Nelson Mufarrej é digna de ligar o sinal de alerta. Mal comparando, o vejo com semelhanças com José Luiz Rolim. Comparo os dois pegando um ponto de semelhança entre eles: cruzar com o Juventude em um momento importante. A coincidência imposta pela Copa do Brasil, que nos remete à decada de 90, deixa nítido um sério problema: Mufarrej é um Rolim sem grife. Muito mais omisso e sem condições claras de gerir um clube de futebol. Um exemplo disso é o atraso salarial que fez o elenco não se concentrar para um jogo importante demais, o tão esperado reencontro com o Juventude.

Assim como Rolim, Mufarrej ganhou o Campeonato Carioca em seu primeiro ano de mandato. Mas quase sem méritos pela sua administração. Tal qual aconteceu em 1997, com Rolim, Mufarrej não soube aproveitar a situação para tranquilizar o clube, que lutou boa parte do tempo contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

A gestão de Anderson Barros é prova da omissão de Mufarrej

Ao contrário de Rolim, que era atuante nos bastidores e, com exceção dos últimos seis meses de mandato, não se mostrava omisso em momentos importantes, Mufarrej parece sequer dirigir o clube. É nítido em suas entrevistas a falta de conhecimento de causa. A temerária gestão de Anderson Barros no departamento de futebol é apenas mais uma prova desta omissão.

Rolim, que contratou Bebeto e repatriou Túlio, viu sua gestão acabar um pouco mais cedo por conta de uma derrota para o Juventude. Se Mufarrej não agir rapidamente, pode ver o mesmo acontecer com ele. O Botafogo precisa urgentemente de uma gestão profissional. Algo que Mufarrej deixa claro que não pode oferecer. Que Deus ajude o Fogão.

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