É difícil fazer previsões sobre o começo de ano do Botafogo. O elenco que se encontra fazendo a pré-temporada apresenta algumas correções em relação ao que foi visto encerrando 2019. Jogadores que cansavam a torcida, caminhando para o fim da carreira e que pareciam não mostrar grande interesse em campo deixaram o clube. Casos, por exemplo, de Leonardo Valencia e Diego Souza. E olha que ainda caberia espaço nesta barca. Tomara, por exemplo, que o Cícero queime a minha língua.

As novidades são muitas. Nenhuma, porém, em condições de empolgar. Apostas que se enquadram no perfil traçado pelos administradores do departamento de futebol. Convenhamos que com o orçamento que existe não há espaço para algo muito diferente disso.

Jovens revelados nas categorias de base e que são tratados como joias finalmente deverão ter sequência, como Caio Alexandre e Luis Henrique. Se derem o caldo esperado o time tende a ganhar muito com eles.

Falta referência ao ataque do Botafogo

Mas voltando a possíveis previsões. Na defesa existem alguns pontos de segurança, como Gatito Fernández e Joel Carli, além de um Marcelo Benevenuto que se repetir seus melhores momentos pelo Glorioso é titular fácil. João Paulo e Alex Santana, se realmente estiver recuperado, também transmitem algum alívio em um trimestre de apostas no escuro.

Sinto falta porém de uma referência no ataque. É preciso apostar em um nome que passe segurança, que saiba colocar a bola para dentro. Mesmo com orçamento curto é preciso ter essa referência enquanto não chegam os sonhados reforços que tanto se fala do meio do ano. E não falo de nenhuma contratação de fechar aeroporto. Mas alguém experiente e que possa completar esta espinha dorsal. Isso amenizaria e muito o clima de desconfiança.