Ao longo das últimas semanas estão pipocando notícias em relação à aproximação dos irmãos Moreira Salles do Botafogo. Como a sábia frase sempre nos lembra, onde há fumaça há fogo. Mais empolgante do que ter pessoas de dinheiro com poder de decisão no clube, já que quem coloca grana logicamente precisa interferir de alguma forma no processo, a entrada deles no clube daria um ar de profissionalismo a um departamento de futebol que nos últimos anos lutou sempre com o pires na mão.

Separar o futebol do clube social, por mais que desagrade a alguns, é algo que pode ser muito benéfico para o Botafogo. Principalmente no aspecto político. Uma gestão profissional do futebol dos grandes clubes brasileiros é importante. É algo que pode, muito bem, reduzir a distância que hoje vemos entre europeus e brasileiros nas decisões do Mundial de Clubes da Fifa.

O Botafogo é muito grande para entrar temporada e sair de temporada tentando vender um jogador por menos do que vale, até mesmo para um rival nacional, para conseguir pagar salários. O Glorioso não ganhou este apelido justo por que adiantou muitas cotas de TV. Ou por que seus dirigentes cansam de dar entrevistas falando que somente daqui a seis ou oito anos será possível montar um time para brigar por títulos. A torcida está ouvindo isso desde o rebaixamento de 2002 e de lá para cá só veio Carioca.

A chegada dos Moreira Salles ao futebol do Botafogo pode definitivamente acabar com o discurso de que uma vaga na Libertadores foi precipitada. Ou que ir seguidamente para a competição é chegar ao topo do Everest. E não vai nenhuma crítica ao Jair Ventura nisso. Ele refletiu o que tem sido a realidade do Alvinegro nos últimos anos.

O Botafogo precisa voltar a ser o sonho dos jogadores

O Botafogo que conheço é muito maior do que o Botafogo que as últimas gestões deixaram. O Botafogo que conheço é local dos sonhos de qualquer atleta e não uma vitrine de olho em um salto maior. O Botafogo que conheço é o que tirou Carlos Alberto Dias, Fernando Macaé e Renato Gaúcho do Flamengo como quem tira pirulito de criança. E não o Botafogo que chora por que o Willian Arão resolveu dar carrinho em outra freguesia.

O Botafogo que eu conheço é o que jogadores como Nilton Santos, Carlos Alberto Torres, Roberto Miranda, Gonçalves e tantos outros, em entrevistas, diziam e dizem: é um clube diferente, com um ambiente todo especial.

Se o fato vai se concretizar ou não somente o futuro vai dizer. Mas os irmão Moreira Salles no clube com certeza me faria dizer: Este é o Botafogo que eu conheço.

 

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