A pandemia do novo coronavírus tirou milhares de vidas e tem mexido com a economia de maneira global. A crise econômica causou impactos em empresas das mais diversas áreas de atuação e nos planos de inúmeras pessoas em 2020, inclusive no esporte, já que o futebol parou no mundo inteiro. Com o Botafogo não foi diferente e nunca foi nada fácil também. Entusiasmado com o clube-empresa, a sonhada Botafogo S/A, General Severiano já vive as consequências da Covid-19. No entanto, engana-se quem pensa que os efeitos são todos negativos. O Boletim do C.E traz o panorama atual após conversar com partes envolvidas no projeto.

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Dívidas 40% mais baratas

Centrado na S/A desde o fim do segundo semestre de 2019, o Botafogo considera que já fez todo o “dever de casa”, termo usado por dirigentes. O que isso significa? Todas as despesas foram devidamente calculadas, levantadas e atualizadas pela equipe responsável pelo Plano de Negócios. E, com o surgimento da pandemia e a consequente desvalorização do real em relação às principais moedas estrangeiras, as dívidas a curto prazo despencaram.

Estima-se, hoje, que as dívidas estejam, aproximadamente, “40% mais baratas”. Na prática, um aporte inicial de 50 milhões de dólares ou de euros já seria suficiente para “tirar o Botafogo do buraco” e dar início à empresa. Na cotação atual, 1 euro (EUR) está valendo R$ 6,34 e o 1 dólar (USD) fechou a R$ 5,86 na última semana. Este cenário é visto como interessante para diretoria e tratado como oportunidade para investidores estrangeiros, que conversam com o clube mesmo durante a crise.

Por que uma oportunidade? De acordo com fontes do clube, que têm traquejo com o mercado financeiro, grandes investidores, sobretudo aqueles que estão no radar do Botafogo, foram bastante atingidos com a pandemia, já que muitos deles possuem ativos em bolsa de valores e apostam no câmbio. A entrada em um projeto robusto, fazendo uso da marca, história e patrimônios do BFR, inclusive a formação de atletas, é classificada, internamente, como “bem atrativa”.

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Projeção com receitas ‘fora da realidade’

Se a solidez do Plano de Negócios anima a diretoria do Botafogo, a mesma coisa não pode ser dita sobre as receitas, intensamente abaladas por causa do coronavírus. Com a paralisação do futebol, o clube perdeu o patrocínio master do Azeite Royal no fim do primeiro trimestre, precisou demitir 45 funcionários e ainda deve dois meses de salários ao elenco profissional (março e abril).

De acordo com relatos dados à coluna do FogãoNET, praticamente tudo que foi projetado em cima do plano sócio-torcedor (Sou Botafogo), da publicidade na camisa e do dinheiro oriundo de contratos de televisão foram severamente comprometidos e “não correspondem mais à realidade”. E a preocupação deve continuar, já que o cenário econômico nacional, a curto prazo, ainda é incerto. Neste fim de semana, início da segunda quinzena de maio, o Brasil alcançou a marca de 15 mil mortes pela Covid-19. Enquanto centenas de mortes continuarem sendo anunciadas diariamente, injeção de investimento no esporte será uma das última coisas que veremos.

Fonte: Redação FogãoNET