Campeão carioca e classificado para Copa Sul-Americana, o Botafogo se despede de 2018. O ano que fica para trás valeu demais pela zoeira com o fato de o Fogão ter sido o único time do Rio de Janeiro com um título na temporada, mas também houve tempo para grandes frustrações, principalmente na Copa do Brasil.

O Boletim do C.E avaliou de forma breve o desempenho do Botafogo nas quatro competições que disputou e a atuação da diretoria no futebol do clube. Te convido a fazer o mesmo exercício, adotando os cinco quesitos abaixo e, revelando sua média na enquete no fim da matéria. Se quiser escrever uma justificativa nos comentários, melhor ainda. Obrigado pela audiência esse ano aqui no FOGÃONET. Saudações alvinegras!

– CAMPEONATO CARIOCA: 9,5
Que isso! Por que não 10?  O time foi campeão estadual de virada num clássico, nos pênaltis, com Maracanã lotado, uma noite emocionante demais. Concordo com todos os possíveis argumentos, tirei meio ponto porque o Fogão se beneficiou do regulamento bizarro da Ferj e não levantou a Taça Guanabara, nem a Taça Rio. Posso ter sido muito exigente, eu sei.

– COPA DO BRASIL: 0
Dispensa maiores detalhes na justificativa, né? A eliminação na primeira fase para a Aparecidense com gol de cabeça de um atacante de 38 anos dentro da pequena área foi uma das maiores vergonhas da história do clube. Zero bem redondo.

– COPA SUL-AMERICANA: 6
A queda para o Bahia no Estádio Nilton Santos, nos pênaltis, foi dolorida. O Glorioso não superou os modestos Audax Italiano (CHI) e Nacional-PAR com facilidade e, convenhamos, parar nas oitavas de final de uma competição de segundo escalão do continente está longe das aspirações alvinegras. Muito pouco.

– CAMPEONATO BRASILEIRO: 7,5
Competição extensa, elenco limitado, três comandos técnicos, salários atrasados… Diante de todas as dificuldades citadas, o Fogão conseguiu terminar na 9ª colocação, vencer Flamengo e Corinthians na reta final, sonhar com Libertadores e se classificar para Copa Sul-Americana. Ninguém esperava terminar o campeonato na primeira metade da tabela de classificação.

– DIRETORIA: 6,5
Temporada muito turbulenta fora de campo. Sem recursos e com grande dificuldades para montar um elenco, os dirigentes precisaram mirar em algumas apostas no futebol. Tirando o acerto em Erik, a maioria delas não deu certo, como os técnicos Felipe Conceição e Marcos Paquetá, o volante Marcelo Santos, os meias Renatinho e João Pedro e os atacantes Leandro Carvalho, Rodrigo Aguirre e Rony, este último chegou a ser anunciado, mas não vestiu a camisa, uma lambança daquelas. No entanto, é preciso reconhecer os esforços para conseguir as CNDs, a renovação do patrocínio master com a Caixa Econômica Federal em Brasília e o pagamento do salário dos jogadores na reta final do Brasileirão, fator determinante para um último bimestre sem sustos no campo esportivo, que também teve o título estadual de remo como glória em 2018. A extensão dos contratos de jogadores identificados com a torcida alvinegra, como Gatito Fernández e o zagueiro Joel Carli, e a promoção de ingressos no fim da temporada para empurrar o time no Estádio Nilton Santos também foram pontos positivos, assim como a estratégia de fidelização dos sócios-torcedores para 2019 (um golaço). Apesar de o ano ter acabado com a impressão de um sentimento confortável, as receitas adiantadas somadas às recentes penhoras ligam um sinal de alerta bem alto em General Severiano a partir de janeiro. Seremos competitivos? Teremos elenco, dinheiro e estabilidade? O futuro próximo é desconhecido e isso preocupa a todos.

Total: 29,5
Média: 5,9 → (6,0)