Gatito Fernández, goleiro do Botafogo, foi assunto na última semana, quando novas sondagens do exterior aconteceram. E, como não poderia ser diferente, uma possível proposta deixou alguns torcedores alvinegros apreensivos. Apesar do clube publicar uma nota afirmando que não tem intenção de negociá-lo, o paraguaio é considerado, internamente, um valor que pode desafogar as contas de General Severiano no fim da temporada.

Só de alguém pensar na possibilidade de vender o atleta já mostra a dura realidade vivida pelas finanças do Botafogo. Gatito é, realmente, um grande valor. O único ídolo neste atual elenco, limitado tecnicamente, e que mexe com o orgulho do torcedor. Vimos isso em letras garrafais na Copa América. Mas não apenas durante o torneio…

Uma cena retratou bastante isso, recentemente, essa semana. Alguns dias se passaram, mas não esqueci as imagens. Na matéria da repórter Júlia Guimarães, sobre o empate sem gols com a Chapecoense, exibido no Globo Esporte da última terça-feira, o cinegrafista Genito Júnior registrou minibotafoguenses fazendo fila e gritando “Gatito” no túnel que passariam os jogadores para o campo do Estádio Nilton Santos.

Um dos meninos, talvez o mais animado do grupo, carregava uma figurinha do goleiro no seu meião cinza. Quando a jornalista perguntou o motivo do adereço inusitado, a resposta mais pura possível ao mesmo tempo que sorria:

– Porque eu gosto dele!

A vida do Fogão está complicada, sem dúvida. Ninguém é louco de não reconhecer isso. Mas o Glorioso não precisa chegar a 2020, com uma gestão profissional no futebol, sem referências e o mínimo de identidade. E mais, repleto de jovens com uma estrada muito grande pela frente para conquistar uma exigente torcida.


(Fotos: Reprodução/Rede Globo)

Fonte: Redação FogãoNET