Firme como zagueiro improvisado no último jogo do Botafogo na Copa Sul-Americana, Cícero distribuiu recados na entrevista coletiva que antecede a partida contra o Avaí, que será realizada neste domingo, às 16h, na Ressacada. O volante pediu para que os torcedores alvinegros evitem as vaias durante os 90 minutos, sobretudo aos mais jovens do elenco, e disse que o time precisa de “coragem” contra os próximos adversários no Campeonato Brasileiro, agora a única competição que o Glorioso disputa até o fim de 2019.

– Independentemente se os outros times têm maiores investimentos ou não, isso aqui é um recado para os meus companheiros: a gente tem que ter coragem, cara. Vários jogadores aqui já passaram por outras equipes e têm experiência suficiente. Tem uns meninos mais novos que estão chegando agora e que a gente tenta dar o suporte. A gente tem que ter a mesma postura quando pegamos times grandes. Mas lógico, se a gente não está conseguindo bons resultados nesses momentos, a gente tem que fazer alguma coisa a mais para conseguir sair vitorioso – comentou.

Cícero citou os laterais Marcinho e Gilson quando afirmou que as vaias prejudicam no rendimento da equipe dentro de campo. Para o jogador, que completa 35 anos no fim de agosto, os mais jovens devem ser protegidos.

– Eu vi que às vezes (a torcida) pega no pé de um, pega no pé de outro. Se a gente continuar pegando no pé, pode dificultar até para o nosso rendimento dentro de campo. Eu cito até o caso do Marcinho, que eu presenciei algumas vezes. O Gilson está dando uma volta por cima impressionante, fazendo bons jogos. A gente tem que readquirir essa confiança dos jogadores aqui. Os meninos mais novos são patrimônio do clube. O clube precisa dos meninos para dar uma resposta, até para gerar um retorno financeiro e reerguer o clube. Independentemente do que aconteça daqui para frente, a minha intenção é de permanecer no Botafogo por muito tempo, mas o legado que quero deixar aqui é que protejam eles. A gente sabe que pode melhorar algumas coisas, tentamos botar isso todos os dias. Mas dentro de campo, se começar com vaia, quem acaba prejudicado somos nós mesmos – concluiu.