Desde que Honda acertou com o Botafogo em fevereiro, o torcedor alvinegro voltou a sonhar com astros internacionais vestindo a camisa do clube. Os africanos Yaya Touré e Obi Mikel negociaram com o Fogão e ainda têm chances de defender a Estrela Solitária depois da crise da pandemia do novo coronavírus. Mas e se as conversas não retomarem? Nada está perdido. Outros craques do exterior devem ser oferecidos para o comitê executivo de futebol do Glorioso, que mantém as portas abertas para nomes que se enquadrem dentro da realidade financeira de General Severiano.

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Hoje, no Botafogo, o canal está aberto, principalmente entre Ricardo Rotenberg, vice-presidente de marketing, e Marcos Leite, agente que conduziu as tratativas bem-sucedidas com Honda. O empresário já foi chamado de “maluco”, no bom sentido, é claro, pelo dirigente quando ofereceu Honda e Yaya no primeiro trimestre. Ricardo não fica muito longe disso. Sempre se mostrou um entusiasta de jogadores estrangeiros no Botafogo quando ocupou cargos na diretoria – traz na bagagem contratações como Castillo, Escalada, Zarate, em 2008, até Lecaros e Gabriel ‘Loco’ Cortez, em 2020. No início do ano, seu amigo Carlos Augusto Montenegro chegou a declarar que ele estava “alucinado” com o meia chileno Ignacio Jara, que acabou indo para o Goiás.

‘Malucos do bem’ dão match

– Eu tive essa ideia (de trazer o Yaya Touré). E o Rotenberg disse: “Você é maluco! Como vai trazer um jogador desse porte? Você não viu tumulto que deu com o Honda?”. Aí, eu respondi: “Pois é, já que deu esse tumulto todo, vamos logo emendar no Yaya. Yaya vai cair como uma luva no Botafogo.” (risos). Aí, começou. Fomos conversando, conversando, foi indo, até que quase o Yaya chegou. Foi por muito pouco (…) É por isso que estamos nos dando bem, tudo maluco – relembrou Marcos Leite, em uma live com jornalista Fabiano Bandeira na última semana, ao comentar a boa relação com os botafoguenses (veja o vídeo no fim da matéria).

Botafogo: Ricardo Rotenberg, Nelson Mufarrej, Keisuke Honda e Marco AgostiniA maluquice deu certo: Rotenberg, à esquerda, apresenta Honda no Estádio Nilton Santos (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

 

Marcos e Ricardo se entenderam e não devem parar por aí. O próprio empresário declarou recentemente que a possibilidade de voltar a analisar craques renomados para o Botafogo existe, ao responder uma pergunta enviada pelo Boletim do C.E durante a entrevista transmitida no YouTube. O agente afirmou que continua mapeando o mercado para encontrar jogadores de peso e colocá-los na mesa da diretoria. Os atletas seriam no “nível Honda e Yaya”.

– A gente tem uma plataforma e a usamos bastante para garimpar o mercado. Temos uns 300 nomes, isso se não tiver mais. Com nomes de peso, grandes, nível Honda e Yaya. Agora deu essa parada por causa do novo coronavírus, mas continuamos trabalhando e vendo quem está com o contrato para acabar agora no meio do ano. Estamos olhando. Vimos algumas opções, tem que estar dentro do orçamento e se encaixar no perfil do Botafogo – contou o empresário, que não está à frente das conversas com o meio-campista nigeriano Obi Mikel.

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Posições carentes do Botafogo já identificadas

Marcos também disse que já possui uma análise dos setores mais carentes do elenco do técnico Paulo Autuori.

“Eu via alguns jogos do Botafogo, antes mesmo da chegada do Honda, e depois assisti ao jogo contra o Fluminense. Claro, que vendo de fora, imagino que algumas posições estão carentes. Seria muito antiético da minha parte dizer que estou olhando jogador para posição tal. Não seria legal com o profissional que está lá. Mas estou mapeando o mercado, só não posso dizer a posição por respeito – acrescentou à coluna do FogãoNET.

Keisuke Honda no camarote do Maracanã em Fluminense x Botafogo | Campeonato Carioca 2020Marcos Leite acompanhou Honda no jogo entre Botafogo e Fluminense no Maracanã (Foto: Reprodução/TV Globo)

Assista ao vídeo da entrevista com Marcos Leite:

Trechos: (35:42 e 1:18:27)

 

Fonte: Redação FogãoNET