Foi apenas a estreia, tem muita água para rolar ainda, mas já podemos fazer comentários aqui no FogãoNET a respeito da primeira impressão de Eduardo Barroca como técnico do Botafogo. Assim como vocês, tenho algumas ressalvas iniciais, como a escalação de Rodrigo Pimpão no time titular e a falta de efetividade na troca de passes. Essa última deficiência certamente será prioridade para próxima quinta-feira, contra o Bahia, no Estádio Nilton Santos.

Mas vamos tentar enxergar a apresentação do Botafogo contra o São Paulo, candidatíssimo ao G6 do Campeonato Brasileiro, com um olhar otimista. Depois de meses, não sei apontar desde quando, não via pelo menos um padrão de jogo e um toque de bola que chamasse atenção no Fogão. Logo no primeiro desafio, após apenas dez dias de treino, Barroca conseguiu dar uma amostra de uma de suas principais características de trabalho: a posse de bola e o jogo proposto. Já é algo diferente. Isso, particularmente, me incomodava desde os tempos dos ferrolhos de Jair Ventura. Apesar de ter funcionado muito naquela época, não deixava de ser agonizante.

O começo de Barroca, apesar da derrota por 2 a 0 no Morumbi, já foi notado dentro e fora de campo. O volante Hudson, assim que acabou a partida, afirmou que a proposta do Fogão foi interessante, dificultando bastante o Tricolor. Um pouco mais tarde, o jornalista Mauro Cezar Pereira, da ESPN Brasil, disse que o Botafogo “agora gosta da bola” e que a equipe “começou a trilhar um caminho para tentar compensar as deficiências individuais com um bom jogo coletivo”.

Talvez a entrada de Leo Valencia no time seja uma alternativa. O chileno, hoje no banco de reservas, mal ou bem, cria oportunidades de gol, não costumando deixar a chance de uma finalização passar. Quem sabe?

Vamos aguardar o próximo jogo. Deu para ter um pouco de esperança em ver o Glorioso com uma cara melhor. E vocês, o que acharam? Saudações alvinegras!

Fonte: Redação FogãoNET