Carlos Eduardo Sangenetto
07/11/2017
Rio de Janeiro (RJ)

Com um discurso de profissionalizar o Botafogo, Marcelo Guimarães quer trazer profissionais de mercado para atrair “produtos mais atrativos” para o clube. O candidato do Futuro Alvinegro, chapa alternativa para a eleição à presidência no dia 25 de novembro, apontou mais uma vez o Estádio Nilton Santos como uma “mina de ouro” para atrair recursos para o futebol. A intenção é fazer com que a casa do Fogão seja mais popular também, com preços mais acessíveis para os torcedores.

Sabatinado no programa Show da Galera, da Super Rádio Tupi, no último fim de semana, Guimarães também falou de temas relevantes em General Severiano, como acordos contratuais com a televisão e a fornecedora de material esportivo, e atual política do clube, presidido por Carlos Eduardo Pereira. O Boletim do C.E, mesmo com certo atraso, não esqueceu de separar alguns destaques da entrevista. Veja abaixo!

Mauro Sodré e Marcelo GuimarãesMarcelo Guimarães, à direita, e o candidato à vice-presidência Mauro Sodré (Foto: Divulgação/Futuro Alvinegro)

Ingressos mais baratos no Nilton Santos

“Descontos progressivos por fidelização, uma área popular ainda mais barata que a atual. Quero reeditar a geral, fazer com que o cara possa comprar avulso um ingresso muito barato. Precisamos trazer as classes mais populares de volta para o estádio. Essa é uma dimensão cidadã que pretendo cumprir”.

Antecipação/adiantamento da cota de televisão

“A antecipação da cota de TV ocorreu. Chame do que quiser, pode chamar de luva… O presidente chamou de adiantamento. Adiantamento e antecipação são primos-irmãos inseparáveis, né? Algo que ele criticava com veemência, ele fez, penalizando duramente o próximo mandato (2018-2019-2020).

Marcelo Guimarães foi candidato à presidência do Botafogo em 2014Guimarães foi candidato à presidência do Botafogo em novembro de 2014 (Foto: Satiro Sodré/SSPress/BFR)

Contrato da Topper com o Botafogo

“Quando foi feito o anúncio da Topper, eu me surpreendi. Foi dito que o contrato era de 40 milhões (relembre) e, na verdade, esse contrato só seria atingido se Jesus retornasse à Terra. O contrato não tem um décimo desse valor. Então foi usada uma informação parcial para gerar uma informação que interessasse à atual gestão”.

‘Briga’ na internet com Padilha e um departamento de marketing profissional

“Eu não tenho nada contra quem hoje lidera o marketing do Botafogo (Marcio Padilha), nada pessoalmente. Ele ‘briga’ comigo através das redes sociais, mas não tenho nada contra ele. Mas quem você preferiria que fosse contratado para sua empresa? Um profissional de mercado testado e aprovado, com networking, com história de relacionamento e remuneração condicionada ou um profissional de outra área, sem dedicação exclusiva, que chega lá às cinco da tarde dando ordens? É essa a primeira coisa que precisa mudar!”

Grupo político do presidente Carlos Eduardo Pereira

“Eu tenho respeito pelo Carlos Eduardo e Mufarrej, sei que são pessoas de bem, mas eles estão engendrados num grupo político (Mais Botafogo) análogo à política partidária que reina no país. As práticas, não me refiro aos mal-feitos, não tenho informações, do sectarismo, do distanciamento, do patrulhamento, da indicação de amigos para cargos… Isso tudo foi desenvolvido nestes três anos no Botafogo e tenho certeza absoluta que geraram profundos prejuízos. No Botafogo que concebemos, vão atuar os melhores profissionais”.

Marcio Padilha e Carlos Eduardo PereiraMarcio Padilha, vice-presidente de comunicação, e Carlos Eduardo Pereira, presidente do Botafogo, integram a chapa da situação, liderada pelo candidato Nelson Mufarrej (Foto: Vitor Silva/SSPress/BFR)