Maurício Assumpção decidiu não participar das eleições que são realizadas nesta terça-feira para indicar um novo presidente para o clube no triênio 2015-2017. O atual mandatário, que cede o cargo logo depois do pleito com previsão para terminar às 21h, fez um balanço de sua gestão e lamentou a má temporada da equipe. Em entrevista à rádio Globo, ele creditou o ano ruim à saída de Seedorf em janeiro.

“A saída prematura de Seedorf foi um problema sério. Ele saiu porque teve proposta de ser treinador do Milan, a chance de sua vida. Ele poderia encerrar contrato desde que encerrasse a carreira. Se fosse para outro time, seriam três milhões de euros de multa no contrato. Tenho muitas notícias de que ele quer treinar o Botafogo. Ele seria importante para o Botafogo na Libertadores. Ele era o nome para comandar um time com meninos da base”, analisou o mandatário alvinegro.

Assumpção deixa o cargo sob críticas de todos os lados e se mantém longe das eleições por acreditar que sua presença é irrelevante.

Na entrevista, o cartola também explicou a escolha por Eduardo Húngaro, que só havia treinado nas categorias de base e foi promovido à equipe profissional em 2014, sem sucesso no Campeonato Carioca e na Libertadores.

“Autuori era o primeiro nome. Ele comandaria um projeto maior, porque ele tem muita vontade ser gestor de futebol. Um trabalho no profissional e na base e uma nova atividade no futebol. Ele falou que poderia conversar a qualquer hora, mas estava acertado com o Atlético-MG. Como não tínhamos um treinador de ponta, ficamos entre uma aposta no Cristóvão (atual treinador do Fluminense) e outra aposta do Húngaro. Ele havia trabalhado com a base, conhecia os garotos”, destacou Assumpção.

Fonte: UOL e Rádio Globo