Bota crê em Engenhão após Copa e quer ser ressarcido

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Em entrevista à Rádio CBN, o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, explicou os prejuízos que o clube está tendo com a interdição do Engenhão. O estádio está perto de passar por reformas após serem descobertas rachaduras, infiltrações e partes enferrujadas. De acordo com o dirigente, as perdas podem chegar a R$ 30 milhões no ano fiscal.

“Nesse momento atual, todas as despesas do estádio são assumidas pela prefeitura. Agora estou deixando de arrecadar por contratos já assinados anteriormente. Temos um segundo momento de discussão, e estamos falando diretamente com o prefeito. Vamos encontrar um caminho para o Botafogo encontrar outras formas de receita”, iniciou Maurício Assumpção.

“O Botafogo não está pedindo nada demais, estamos só pedindo para sermos ressarcidos. Você imagina uma empresa de grande porte ficar sem 30 milhões de sua receita em seu ano fiscal. Como você faz, como você reinventa? Estamos chegando ao patamar de duas folhas atrasadas, não é bom para ninguém. A gente tem um tempo que é contrário à gente. Temos que quitar os débitos com os jogadores, temos que dar tranquilidade a eles”, explicou.

“Hoje a gente tem um membro da diretoria da comissão de engenharia da prefeitura para acompanhar os laudos. Esse estádio vinha sendo monitorado pelo consórcio construtor, além das duas construtoras que ajudaram na finalização. Era um projeto arquitetônico de ponta, que merecia mais cuidados. Me parece que tinham duas soluções, colocar sustentação dentro ou fora do estádio. Ainda não sei qual a escolhida”, continuou o presidente.

“O prazo (para entrega do Engenhão) de 18 meses, mas temos o feeling que depois da Copa vamos jogar lá. Tenho um estádio fechado até mais um ano. Estamos negociando com o Consórcio Maracanã, com Brasília, tivemos uma experiência não muito agradável em Pernambuco. A própria imprensa local disse que não poderia ser submisso ao futebol do Sudeste. Foi (um boicote) declarado. Faz o seguinte agora: encham o estádio para dar lucro. Deram um tiro no pé. Outros times poderiam jogar lá, agora pensam duas vezes”, disparou.

Dória

O futuro do zagueiro de 18 anos em General Severiano segue indefinido. O banco BMG tenta adquirir os 100% dos direitos federativos do atleta para depois repassá-lo a outro time. O presidente do Botafogo disse não poder garantir que Dória seguirá no clube.

“Dória, nesse momento, eu não posso garantir (permanência). A negociação dele extrapolou a questão da multa rescisória, estão pagando além da multa. Aí não é mais com o Botafogo, é decisão do próprio atleta, ele está decidindo o seu futuro. Não estou comparando jogador com jogador, mas a situação: Botafogo teve uma oferta pelo Cortez e vendeu, disseram ‘pô, o Botafogo está abrindo mão disso’. Já pensando na saída dele, temos agora o Dankler, que era do Vitória. Tinha uma possibilidade jurídica de fazer um contrato com o Botafogo. Todo atleta profissional tem uma cláusula rescisória em seu contrato. É obvio que estamos em negociação para manter o Doria até o final do ano. Mas até agora não há nada concretizado”, falou.

Fonte: ESPN.com.br e Rádio CBN

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